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16/11/09

estive no festival indie rock

 

gogol bordello, por michael menezes

super furry animals

 

el mato a um policia motorizado

 

holger

 

fiz uma resenha também, que você pode ler no site do portal rock press, aqui.

 

por dedé a.k.a. homobono

 

criado por djangos    20:50 — Arquivado em: Sem categoria

12/11/09

LUTO COMO MÃE – TRILHA SONORA

           

            Nos meus estudos sistemáticos sobre música comecei a compreender que tudo pode ser música. Acho que músicos como Hermeto Pascoal, Naná Vasconcelos e Dámaso Cerruti exemplificam muito bem o que estou dizendo.

            Para o documentário Luto como Mãe  pude somar a minha experiência como músico dos Djangos com os estudos e idéias sobre música que ficaram guardados na mente durante esses anos. Nesta trilha juntei-me a duas pessoas para travar esta labuta e compor junto comigo: Jomar Schrank (multinstrumentista) e Daniela Pastore (produtora e editora). Como já tínhamos trabalhado juntos no cd dos Djangos (Mundodifusão) sabia do comprometimento que dariam ao trabalho. Depositamos entre nós uma confiança que resultou na produtora de trilhas sonoras somDfilmes (somdfilmes@gmail.com).

 

           

            Durante o trabalho tivemos muitas reuniões com o diretor Luis Carlos Nascimento onde pudemos entender qual era o caminho que ele queria para a trilha. Partimos para o som indefinido, com músicas monocórdias, que seria como se as composições fizessem parte do som ambiente do filme. Percebemos que o som de um trem, de um ônibus, e até mesmo de uma viga de ferro ao chão, faria sentido e, também, se tornar som para a trilha sonora. Ouvimos opiniões importantes de um dos editores, Júlio C. Siqueira, e do diretor de mixagem, Bernardo Gebara. Na última fase estruturamos a trilha como se fosse a preparação para a música tema do filme, que seria “Um pedaço de mim” de Chico Buarque, que caía como uma luva para este fim. Essa estrutura teve como intenção um crescendo de composições que começa com sons etéreos (que é a soma da captação de sons do filme processados por plugins, teclados e percussões), passando por melodias compostas por vocais, pianos, violões culminando na música de Chico Buarque.

            Nos créditos optamos em colocar mais uma trilha para que o diretor pudesse dar a palavra final. Pois, como o filme é muito emocional e forte, era a nossa única dúvida: o silêncio ou o batidão de funk retirado de uma manifestação do próprio filme? Por fim o diretor decidiu pela trilha nos créditos.

           

            O filme foi exibido no Festival do Rio deste ano com uma boa receptividade. E hoje o filme está rodando o mundo para a nossa felicidade. O documentário foi selecionado para o Festival de Viña Del Mar no Chile, no período de 16 e 26 de Novembro, no festival de Língua em Portugal, também no período de Novembro e na Costa Rica a convite do Ministério das Relações Exteriores do Brasil nas datas de 07 e 11 de Dezembro.

            Para a minha análise “Luto como mãe” é um filme de combate. Quem viu o longa sabe da luta e da tristeza das mães que são as protagonistas deste documentário. Apesar da palavra “luto” ter estes dois significados eu fico com uma outra chamada…

 

ESPERANÇA.

 

 

 

 

por Jj Aquino

 

 

 

criado por djangos    14:25 — Arquivado em: Sem categoria

9/11/09

dissecando uma paixão não correspondida

 

"500 dias com ela" poderia habitar qualquer gaveta classificatória dos filmes de comédia romântica. e realmente, lá está com suas situações engraçadas, com as quais muitos de nós podemos nos identificar.

o filme, dirigido por marc webb, e com roteiro de scott nestadter e michael h. webber,  mostra de forma não-cronológica o começo, meio e o fim de um relacionamento. e como não há um timeline definido, podemos começar já assistindo a derrocada de uma paixão, para no spot seguinte sermos remetidos para o dia em que tom e summer, nossos protagonistas (joseph gordon-levitt e zooey deschanel, respectivamente) se conheceram, dentre várias idas e vindas no túnel do tempo.

a idéia do "nem tudo são flores" aqui é levada ao pé da letra, mostrando a face cruel dos desencontros amorosos. tanto que no site da fox searchlight, a pista é dada pelo resumo: "um cara encontra uma garota. ele se apaixona. ela não".

esse é o sumo do enredo, amargo. mas não por isso menos divertido. a cena, por exemplo, em que tom aparece acordando para um novo dia e depois indo para o trabalho, depois de uma noite de amor, é clássica.

para os mais atentos, a trilha sonora com the doves, the smiths (esses aqui responsáveis pela aproximação do casal), pixies, carla bruni, regina spektor entre outros, ajuda a reforçar a imensa empatia que o filme causa naquele expectador cheio de cicatrizes no coração, como uma espécie de "alta fidelidade" atualizado.

entre as possíveis inúmeras citações cinematográficas, eu consegui pescar uma: "a primeira noite de um homem", filme de mike nichols com dustin hoffman , tem uma cena belamente chupada, que soa como homenagem singela à ingenuidade, carência e à procura pelo amor verdadeiro que permeiam ambos os filmes.

não posso falar mais, porque corro o risco de estragar as surpresas e lições.

corram para o cinema.


 

por dedé aka homobono

 

criado por djangos    12:04 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , ,

4/11/09

djangos e capital inicial juntos (no camarim)

o primeiro disco que ganhei na vida, no longínquo início da década de 80, foi "youth of today" do musical youth. no dia seguinte ao que eles apareceram tocando "pass the dutchie" no fantástico, meu pai, seu antonio emiliano de sousa, trouxe esse petardo para casa, mal sabendo no que estava me iniciando.

lembro que isso havia sido um presente. dentre os primeiros discos que eu (à epoca com 13 anos) pedi para que ele comprasse, estavam "under a blood red sky", do u2, "o concreto já rachou", da plebe rude e o primeiro do capital inicial.

um pouco por dentro da história do capital, sabia que em seu repertório havia muitas músicas de renato russo, da minha idolatrada legião urbana. sendo assim ficava mais fácil gostar de "música urbana", "fátima" e "veraneio vascaína", pelo que constava, vindas do repertório do aborto elétrico, a banda punk de renato com os irmãos e flávio lemos, respectivamente bateria e baixo. aquela história toda das bandas de brasília, turma da colina e outras mitologias contadas pela metade (ou nem isso) nas revistas e jornais, ajudava a aguçar a minha curiosidade.

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o disco aí de cima, com essa capa esquisita e bucólica, fez parte da trilha sonora da minha adolescência, embora achasse que seu vocalista, dinho outro preto, tivesse um sotaque afetadíssimo, quando eu os escutava em entrevistas ou tocando ao vivo em programas das rádios cidade ou transamérica.

com o tempo fui descobrindo the clash, two-tone, ska, punk rock, dub e me afastando do póspunk que tanto influenciou o rock brasileiro dos anos 80. acabei "perdendo contato" com as bandas que me incutiram a idéia de querer fazer música.

o mundo deu voltas e, em 1998, aqueles três suburbanos cariocas, que antes emulavam legião, paralamas do sucesso, engenheiros do hawaii, plebe rude e adjacências e agora cunhavam um estilo próprio, uma tal de skaraggapunkrock,  conseguiram finalmente gravar um disco. o nome da banda era los djangos e o do seu disco era "raiva contra oba oba",  produzido por joão barone e tom capone.

por estarem numa gravadora grande, uma multinacional, a warner, os djangos puderam ir a alguns programas de televisão. entre eles, um programa matutino na rede globo, apresentado pela angélica. e isso aconteceu duas vezes.

lembro que em uma dessas idas à vênus platinada, nossa entourage foi recepcionada por alguém da produção do programa que nos avisou: "vocês vão ficar no mesmo camarim que o capital inicial", como se aquilo fosse uma ameaça, não sei se para eles (capital) ou para os djangos.

a banda de dinho ouro preto tinha se separado e se reformulado. depois de idas e vindas, a banda voltava com line-up original, sem a nefasta presença de bozzo barretti, que tocara teclados em alguns discos de procedência duvidosa e que era apontado como um pasteurizador do som da banda.

o capital ainda não tinha estourado com o tal acústico mtv, de 2000, que tinha uma regravação de "primeiros erros", do kiko zambianchi e que os ressuscitou de vez.

naquele dia, no programa da angélica, eu vestia uma camisa do mano negra, uma das minhas bandas favoritas. batemos à porta do camarim e quem a abriu foi o próprio dinho, que imediatamente reconheceu o nome que figurava na minha roupa. "essa banda é foda", disse mais ou menos assim.

uns dias antes, tinha visto o capital inicial perder um quiz show disputado num programa da mtv. o seu adversário nessa ocasião tinha sido o ira!. e o que mais me afligiu nesse episódio foi que o capital perdeu por não saber mais responder os nomes das músicas que estavam no disco "revolver", dos beatles (não por acaso, o meu favorito dos cincos rapazes de liverpool). fiquei indignado porque dinho e seus amiguinhos simplesmente não lembraram de "tomorrow never knows", uma música emblemática que fechava o disco.

ao invadir o camarim, eu "joguei na cara" esse lapso de memória deles. todos contemporizaram ou me ignoraram, menos loro jones, o guitarrista cabelo meio slash meio poodle, que rebateu e me desafiou: "queria ver você lá, malandro!!!".

não demorou muito, o capital foi gravar sua participação no programa da angélica e partiu para o estúdio. quando voltaram, dinho, muito solícito, veio me dar uma dica valiosa: na hora em que fôssemos nos apresentar, que eu me concentrasse na arquibancada porque lá se aglomeravam os adolescentes, aparentemente mais receptivos a uma música menos "ilariê" ou "vou de táxi".

domingo, dia 1º de novembro de 2009, quando eu soube que dinho havia despencado do palco e sofrido traumatismo craniano, me veio à mente o rápido encontro que tivemos com esses astros da música pop nacional (aliás, vejam isso). confesso que o capital não é uma banda que eu acompanhe ou escute. mas isso não me impede de desejar que ele se recupere o mais rápido possível, sem sequelas ou prejuízos em sua saúde.

eu sei que a internet hoje, com seus blogs, twitters e seções de comentários, é celeiro de mensagens odiosas, engraçadinhas e preconceituosas, que não comporta votos como os que eu faço agora, ingênuos e simplistas demais. porém, dinho é um pai de família, filho, irmão e amigo de alguém, e por isso desejo que ele volte logo aos palcos, mesmo que eu não vá pagar para vê-los.

 

 

por dedé aka homobono

19/10/09

THE DJANGA MUSIC NON STOP

jomar schrank toca com os djangosfoto de lucky oliveira

 

foto de luciana aquino
joão xavi em \"cabra marcado\" foto de lucky oliveira
criado por djangos    12:52 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , ,

6/10/09

2009, o ano de ouro? - parte 2

 

eu era um cavalo de trabalho, preso numa baia, em frente a um computador, realizando múltiplas funções. numa daquelas noites intermináveis e agitadas, ao acessar um site de música, cliquei num botão para escutar o disco de uma banda de que geral estava falando. àquela época já rolava um pé atrás com os hypes da vida mas aquele "método tufo das experiências" me tomou de assalto.

 

 

criado por djangos    12:27 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , ,

3/10/09

Do tempo da graça e da magia

 

Meu pai sempre me falou nele com entusiasmo, sorrindo, gaguejando, e até salivando, quando tentava relatar o que viu dentro das quatro linhas. Ele denunciava toda estripulia que aqueles pés notáveis celebravam a cada drible, a cada gol. Do jeito que ele falava, me dava a idéia de um ser que não era desse mundo, mas exclusivamente do mundo da bola. Parecia que o cara em questão era um mago que podia fazer tudo que a cabeça pensava. E assim soltava risos e aplausos de todos no maior do mundo. Já conversei com contemporâneos de meu pai e eles passariam por uma acareação sem problemas – a história é a mesma.

 

Pois é. Garrincha é idolatrado por aqueles que o viram jogar. E quem não viu como eu, resta ficar pesquisando pra ver se tudo aquilo é verdade. Seria este o único ET do futebol a gerar toda essa comoção, algo irreal? Mas é o que parece: um cara que não existiu, foi inventado por uma legião de fãs, um ideal de pensamento coletivo a serviço do futebol moleque.

 

veja esse vídeo.

 

Tá bom…o interesse de ver as jogadas é muito grande! Aí nesse vídeo tem algumas cenas que não tinha visto. Fiquei feliz. Mas para a gente que vê esse futebol quadrado e competitivo ao extremo – onde a força é maior do que a técnica – parece que os defensores davam mole para ele. Como pode? O cara deve ter feito pacto com o capeta… Hoje ele jogaria assim? Do ponto de vista do meu genitor, claro que sim! “deixaria esses cabeças-de-bagre com as pernas mais tortas do que a dele”, filosofa “seu” Moacir.

 

 

por Alexandre Aquino

 

criado por djangos    14:54 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

25/9/09

2009, o ano de ouro? (parte 1)

"2009 já entrou para a história da música brasileira como um ano de ouro". quem fala isso é lucas santtana no seu prolífero diginóis. ele estava se referindo a dois discos que foram lançados agora há pouco: "uhuuu!", do cidadão instigado e "iê iê iê", de arnaldo antunes.

a modéstia e a ética impediram lucas de justificar o ano de ouro também com o lançamento de seu "sem nostalgia".

persigo o trabalho de lucas santtana desde quando eu vi o clipe de "de coletivo ou de metrô", na mtv. a música era boa demais e ficava na cabeça, o que me levou a comprar "eletro ben dodô", seu disco de 2000 e me fez descobrir uma cabeça inspirada, bem brasileira misturando guitarras de axé com loops de funk e outras batidas mudernas. esse disco trazia uma versão de "mensagem de amor", dos paralamas do sucesso, que rendeu a lucas o direito de figurar na trilha sonora de uma novela da globo, cujo nome não me lembro mas com certeza não era "saramandaia".

ele lançou ainda "parada de lucas" (inspirada tirada usando o nome do bairro homônimo bem suburbano do rio de janeiro) que mantinha mais ou menos a linha de "eletro ben dodô". fez barulho o seu "samba cubano", que fazia o remix orgânico do funk "som de preto", de amilcka e chocolate com pianos caribenhos e outras levadas do próprio lucas. escutei muito essa música por aí. havia também uma releitura bem ao estilo manu "clandestino" chao, de "punk reggae party", de bob marley, que habitou insistente a minha pequena sound system particular.

"3 sessions in a greenhouse", veio na sequência. perturbador albúm dub gravado ao vivo no estúdio e disponibilizado em seu diginóis desde sempre. se não me engano a partir desse disco, lucas começou a usar a internet de forma intensa aderindo ao creative commons (alguns direitos reservados), abrindo faixas de seu disco para remix e colocando-os em seu site para a turminha ouvir, entre outras providências.

2009 é a vez de "sem nostalgia".

ontem (quinta-feira, 24 de setembro), pela parte da manhã andando de ônibus e com o meu ânimo meio combalido por razões sentimentais, escutei marvin gaye cantando "if i should die tonight", no modo repeat. à tarde descobri esse link e fui fisgado por uma pedrada sutil chamada "hold me in". baixado "sem nostalgia" para o meu i-pobre, foi a vez de escutá-la repetidamente. linda canção triste, cheia de violões com reverbs, pianos aleatórios, bem a ver com a chuva que caiu ontem no rio de janeiro. fiquei obcecado pelo clima um tanto portishead com o timbre da voz de lucas bem ao estilo de caetano veloso.

o disco abre com "super violão mashup", colagem que dá de cara a tônica de todo o disco: a presença do violão com cordas de nylon, marca viva (clichê?) da nossa tradicional mpb. lucas cola várias frases sampleadas de violão encharcado com ambiências (se não estou muito ruim de música popular brasileira, a primeira é "moça", de jorge ben) e cria um mosaico apoiado em batidas e graves de funk carioca. devastador instrumental.

mais adiante há "cira regina nana", com violões e mpc e que poderia perfeitamente estar em qualquer disco do mundo livre s/a. e isso é um elogio meu para ambos, já que tenho quase todos os discos do fred 04.

lucas compôs a maior parte das músicas de "sem nostalgia" em inglês, mas isso não tira a chamada brasilidade (o que quer que isso signifique) do disco, que é assegurada por sua própria sonoridade e pérolas como "amor em jacumã", música de protesto contra a revista caras, de dom romão e luiz ramalho, tão malandra como "nega do cabelo duro".

o disco tem participações especiais de uma turma do mal que tem chamado minha atenção e ganhado o meu respeito, como curumim, joão brasil, do amor, arto lindsay, gustavo lenza, chico neves, buguinha dub, berna ceppas entre outros.

2009 está sendo um ano de ouro? por "sem nostalgia", sentimos que estamos num bom caminho.



 

por dedé a.k.a. homobono

 

 

 

criado por djangos    12:35 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , ,

26/8/09

A banda dos sonhos???


Banda:

Guitarra – The Edge (U2)

Baixo – John Paul Jones (Led Zeppelin)

Bateria – Stewart Copeland ( The Police)

Teclado / Vocal/ Backing – Stevie Wonder

Vocal / Backing – Bjork

Vocal / Backing/Violão – Bono Vox


             Como brincadeira, pensei numa banda que gostaria de ver e organizei os nomes de quem estaria tocando nela. Numa idéias de combinações, que os nomes foram escolhidos. Lógico que existiu o gosto pessoal, mas, também, tive dúvidas quando pensei num nome para assumir o vocal. Porque o U2 aparece com dois integrantes nesta minha banda. Até tentei procurar um outro nome, mas Bono Vox caía como uma luva e não pude limá-lo(rs). O que posso dizer é que o nome de Bjork apareceu primeiro, logo depois veio o do Bono Vox. Achei que a combinação dos vocalistas, fazendo, também, backing vocals, ficaria interessante.

No quesito baixo, John Paul Jones sempre foi esquecido, mas pra mim ele era a alma do Led Zeppelin (sei que os puritas podem jogar pedra. rs). É só escutar “The Lemon Song”, “Ramble On” (Led II); os groves de “Immigrant Song” (Led III), “The Song Remain the Same” e “The Grunge”, ambas do disco House of the Holy - isso sem dizer que ele fazia toda parte orquestrada da banda. É só escutar “All my love” (do disco In though the out door) e “No Quarter” (outra de House of the Holy) que irão entender o que estou falando.


Por motivos pessoais me dou o direito de me abster da explicação sobre a escolha do baterista, mas posso falar sobre a escalação de The Edge. A explicação é que se eu não fosse baterista, tentaria ser igual a ele. Simplesmente o guitarrista do U2 sabe trabalhar a sua limitação muito bem. Sem dizer que conseguiu criar um som próprio, uma assinatura. Edge é a cabeça pensante da banda.

Stevie Wonder não precisa de comentários. Simplesmente considero um dos maiores gênios da música, e pra mim ele se encaixaria em qualquer banda do planeta, tanto tocando como cantando. E por falar em cantar, sempre gostei de mulheres cantando, mas hoje tenho escutado algumas que querem cantar demais, fazer vibrato demais. Tudo é muito, exagerado. Está faltando o meio termo, e Bjork tinha este perfil de saber fazer tudo na hora certa. Tanto na época do Sugarcubes como nas experiências musicais solo (escutem o cd Medulla de 2004), Bjork sempre me agradou cantando. Por isso que ela tinha que estar nessa banda. Uma voz feminina sempre é bem vinda. Agora é só imaginar essa banda tocando junto.

Difícil??

Quanto custaria este show??

Quanta imaginação essa minha, hein??rs

Alguém aí teria sua banda ideal?

 

 

 

 

por Jj Aquino




criado por djangos    18:31 — Arquivado em: Sem categoria, movimentações — Tags:, , , , , , , ,

12/8/09

Tudo (ou quase tudo) sobre o clipe de “Operação São Jorge”

            Durante as gravações começamos a falar sobre qual seria a música de trabalho. Com o CD pronto a idéia de um clipe seria exorcizar o que foi feito na música "O futebol" do nosso primeiro CD Raiva contra Oba Oba, do qual sempre achei que merecíamos um clipe bacana, e para darmos um ponta pé na divulgação do novo cd.

              Tudo começou com um papo entre a produtora de vídeo Playmovie  e o nosso escritório. Fechado a parceria, a música escolhida foi a então "Operação São Jorge". Comecei, assim, a pensar num roteiro que não saísse do aspecto orçamentário. Na verdade o que escrevi foi o Story-line, que é uma espécie de idéia ou concepção de um clipe. Cheguei também a escrever algumas cenas, mas digo, logo, aqui que não sou roteirista e não tenho essa pretensão. A escrita veio de uma forma até lúdica. Imaginei algumas cenas, como seria a locação e etc. Lembro que naquele momento ainda não tínhamos diretor, até que surgiu o nome de um antigo amigo Gustavo Caldas que não só aceitou a empreitada como chamou o diretor de fotografia Antônio Penido. Logo depois marcamos reuniões com Gustavo para afinar as idéias para o dia da gravação, mas tínhamos um problema sério de som. Precisaríamos de algo potente e nesta hora pensei nos amigos e me veio na mente o faz tudo Fábio Ferreira que foi apelidado por Homobono de "Homem Efedrina". Fábio nas horas vagas é guitarrista do Mf3, engenheiro de som, luthier e nos ajudou emprestando o amplificador e as caixas de P.A de seu estúdio.  Ainda contamos com ajuda do Dj Gutz que nos emprestou microfones, mas que acabou não sendo usado nas filmagens.

              No dia anterior à gravação estive na locação junto com a produção da Playmovie para montar o equipamento e checar se tudo estava funcionando corretamente. Confesso que no dia da gravação estava apreensivo, pois sabia da importância e do envolvimento das pessoas que ali estavam trabalhando. Mesmo assim acabei me envolvendo muito com o clipe, mas tudo se torna fácil quanto se trabalha com profissionais. Lembro que cheguei às 8:30hs, e já se encontravam na locação o nosso produtor Alexandre Aquino, o diretor Gustavo Caldas e Antônio Penido, e saí às 20hs. Literalmente fui o último a sair da locação. Ainda tivemos uma segunda locação que foi realizada no estúdio Observatório de Ecos onde gravamos a parte do produtor do CD, Marcelo Yuka. Com a gravação finalizada chegamos, finalmente, na edição. O diretor Gustavo Caldas já tinha toda concepção em mente, mas o legal foi saber que meu e-mail com as idéias do clipe foram usadas. Percebi que Gustavo soube trabalhar e potencializar as idéias que chegavam até ele. Enfim, conseguimos fazer o melhor dentro das adversidades que encontramos, e vimos que o saldo foi positivo.               

        Os Djangos agradecem a toda equipe da produtora Playmovie, o diretor do clipe Gustavo Caldas, editora Clarisse Dworschak,  Fábio Ferreira, Jorge da Dr. Bass, René Dsouza, Antônio Penido, a Marcio Freaza, que esteve conosco na preparação um dia antes da gravação e a André Monteiro que ficou conosco parte da gravação pilotando uma das câmeras.

 

       por Jj Aquino

                                                                                                                                                               .

Assista o making of do clipe de

"Operação São Jorge"

aqui.

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