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15

de
junho

Dos margaritas (A missão)

         

          O convite para participarmos do projeto "Um Brinde Aos Paralamas" feito por Bernardo Mortimer e Bruno Maia, dupla que cuida do site dos Paralamas do Sucesso, foi o nosso ponto de partida. E as  trocas de idéias e discussões somadas à chegada do amigo e diretor Bruno Bastos nos ajudaram a descobrir como tocaríamos nossa versão para “Dos Margaritas”.

         Hoje temos a idéia de que quando tocamos uma música pela primeira vez percebemos se ela funcionará do nosso jeito ou não. E não foi diferente com a música dos Paralamas. Poderíamos ter escolhido “Selvagem”, que já vínhamos tocando há bastante tempo nos shows, mas achávamos que essa poderia ser uma nova chance de mostrarmos uma nova roupagem para outra música dos caras. Os Paralamas sempre foram uma referência para os Djangos e não seria difícil de escolher uma música. Numa primeira pesquisa apareceu “Dos margaritas” (do álbum Severino) que já tínhamos feito como incidental em “Onda e Concreto” (está disponível em www.myspace.com/djangos) para alguns shows. Também dentro do jogo tinha as músicas “O beco” (sugerida pelo Lyle) e “Esqueça o que disseram sobre o amor”, do cd Big Bang (esta sugerida por Homobono). 

         No primeiro ensaio conversamos sobre as músicas escolhidas. E achamos melhor tocarmos para ver como soaria. Já logo na primeira passada de "Dos Margaritas" percebemos a força da música e o caminho que ela tomaria. Lembro dela ter instrumental meio drum´n bass rock, mas acabou falando mais alto o ska/rock que fazemos com tanta propriedade. O gol foi marcado de primeira, e Homobono teve a idéia de uma levada incidental de um funk que caiu como uma luva. Com isso as outras duas músicas não tiveram espaço para serem testadas, pois o resultado final foi bastante satisfatório . 

         Para o registro visual chegou para somar o diretor Bruno Bastos, que é amigo de longa data, para emprestar o seu talento nessa empreitada. Conta no seu currículo, vídeos como o de Mv Bill (dvd Despacho Urbano) e, também, o coletivo chamado Guadalupe Comunicações, que está inserido em várias frentes artísticas com o intuíto de divulgar a arte visual independente.

         Inicialmente o vídeo seria a banda tocando no estúdio. Idéia que o diretor achou muito habitual. O trabalho de convencer a todos que poderia ser melhor do que, simplesmente, a banda tocando ao vivo no estúdio foi de um extremo acerto. Então fiquei pensando numa coisa simples, mas que poderia somar com as idéias do diretor e da banda. Uma idéia inicial foi tirada de uma idéia que seria para um outro trabalho nosso, mas que acabou sendo usado para esse vídeo. Tive no clipe do Asian Dub Foudation (“New way new life”) o exemplo para que a banda aparecesse tocando. Um outro clipe bacana foi o do Rollins Band ("Illumination") que o diretor me apresentou, mas confesso que não tinha gostado, e não tinha entendido a intenção do clipe. Pois não achava legal mostrar nada relacionado com a miséria e nem à violência. Pelo visto era uma idéia artística que no momento não tive a percepção de ver no clipe "Illumination".

         Uma outra idéia foi usar uma lanterna dentro do estúdio, pela câmera do diretor. É a máxima que menos é mais, e que neste caso serviu muito (rs). Mas para a minha surpresa foi que “Dos Margaritas” seria feito em PB (preto e branco). Essa era uma das idéias que tinha desde a época de "Operação São Jorge" ,o formato da cor. E a textura do preto e branco com o contraste das luzes ficaram perfeitas. Bruno Bastos acertou em cheio.

         Acho que a persistência do diretor nas suas convicções, e da banda colocar alguns pontos de vista serviu para o denominador comum do vídeo. O resultado foi de muito bom gosto.

         Os Djangos agradecem ao diretor Bruno Bastos pelo talento e a força de sempre!

 

         Veja aqui o vídeo: http://osparalamas.uol.com.br/artigo-blog/brinde-aos-paralamas-djangos

 

 

 

por Jj Aquino

26

de
janeiro

rock e diversão

 

22

de
janeiro

djangos hoje na casa de jorge

 

21

de
dezembro

DIA da RUA

 

ficamos sabendo meio que em cima da hora, mas ainda dá tempo.

amora pera, que participou no nosso disco, cantando "comportamento geral" , composição de gonzaguinha, seu pai, se apresenta com seu grupo, as chicas, na general artigas.

boa pedida.

 

 

por A DIRETORIA

26

de
novembro

sondagem

 

os djangos tem quatro covers na manga. e querem saber qual a que você gostaria de escutar no show acima.

visite nossa comunidade no orkut e vote.

clique aqui

 

16

de
novembro

estive no festival indie rock

 

gogol bordello, por michael menezes

super furry animals

 

el mato a um policia motorizado

 

holger

 

fiz uma resenha também, que você pode ler no site do portal rock press, aqui.

 

por dedé a.k.a. homobono

 

12

de
novembro

LUTO COMO MÃE – TRILHA SONORA

           

            Nos meus estudos sistemáticos sobre música comecei a compreender que tudo pode ser música. Acho que músicos como Hermeto Pascoal, Naná Vasconcelos e Dámaso Cerruti exemplificam muito bem o que estou dizendo.

            Para o documentário Luto como Mãe  pude somar a minha experiência como músico dos Djangos com os estudos e idéias sobre música que ficaram guardados na mente durante esses anos. Nesta trilha juntei-me a duas pessoas para travar esta labuta e compor junto comigo: Jomar Schrank (multinstrumentista) e Daniela Pastore (produtora e editora). Como já tínhamos trabalhado juntos no cd dos Djangos (Mundodifusão) sabia do comprometimento que dariam ao trabalho. Depositamos entre nós uma confiança que resultou na produtora de trilhas sonoras somDfilmes (somdfilmes@gmail.com).

 

           

            Durante o trabalho tivemos muitas reuniões com o diretor Luis Carlos Nascimento onde pudemos entender qual era o caminho que ele queria para a trilha. Partimos para o som indefinido, com músicas monocórdias, que seria como se as composições fizessem parte do som ambiente do filme. Percebemos que o som de um trem, de um ônibus, e até mesmo de uma viga de ferro ao chão, faria sentido e, também, se tornar som para a trilha sonora. Ouvimos opiniões importantes de um dos editores, Júlio C. Siqueira, e do diretor de mixagem, Bernardo Gebara. Na última fase estruturamos a trilha como se fosse a preparação para a música tema do filme, que seria “Um pedaço de mim” de Chico Buarque, que caía como uma luva para este fim. Essa estrutura teve como intenção um crescendo de composições que começa com sons etéreos (que é a soma da captação de sons do filme processados por plugins, teclados e percussões), passando por melodias compostas por vocais, pianos, violões culminando na música de Chico Buarque.

            Nos créditos optamos em colocar mais uma trilha para que o diretor pudesse dar a palavra final. Pois, como o filme é muito emocional e forte, era a nossa única dúvida: o silêncio ou o batidão de funk retirado de uma manifestação do próprio filme? Por fim o diretor decidiu pela trilha nos créditos.

           

            O filme foi exibido no Festival do Rio deste ano com uma boa receptividade. E hoje o filme está rodando o mundo para a nossa felicidade. O documentário foi selecionado para o Festival de Viña Del Mar no Chile, no período de 16 e 26 de Novembro, no festival de Língua em Portugal, também no período de Novembro e na Costa Rica a convite do Ministério das Relações Exteriores do Brasil nas datas de 07 e 11 de Dezembro.

            Para a minha análise “Luto como mãe” é um filme de combate. Quem viu o longa sabe da luta e da tristeza das mães que são as protagonistas deste documentário. Apesar da palavra “luto” ter estes dois significados eu fico com uma outra chamada…

 

ESPERANÇA.

 

 

 

 

por Jj Aquino

 

 

 

9

de
novembro

dissecando uma paixão não correspondida

 

"500 dias com ela" poderia habitar qualquer gaveta classificatória dos filmes de comédia romântica. e realmente, lá está com suas situações engraçadas, com as quais muitos de nós podemos nos identificar.

o filme, dirigido por marc webb, e com roteiro de scott nestadter e michael h. webber,  mostra de forma não-cronológica o começo, meio e o fim de um relacionamento. e como não há um timeline definido, podemos começar já assistindo a derrocada de uma paixão, para no spot seguinte sermos remetidos para o dia em que tom e summer, nossos protagonistas (joseph gordon-levitt e zooey deschanel, respectivamente) se conheceram, dentre várias idas e vindas no túnel do tempo.

a idéia do "nem tudo são flores" aqui é levada ao pé da letra, mostrando a face cruel dos desencontros amorosos. tanto que no site da fox searchlight, a pista é dada pelo resumo: "um cara encontra uma garota. ele se apaixona. ela não".

esse é o sumo do enredo, amargo. mas não por isso menos divertido. a cena, por exemplo, em que tom aparece acordando para um novo dia e depois indo para o trabalho, depois de uma noite de amor, é clássica.

para os mais atentos, a trilha sonora com the doves, the smiths (esses aqui responsáveis pela aproximação do casal), pixies, carla bruni, regina spektor entre outros, ajuda a reforçar a imensa empatia que o filme causa naquele expectador cheio de cicatrizes no coração, como uma espécie de "alta fidelidade" atualizado.

entre as possíveis inúmeras citações cinematográficas, eu consegui pescar uma: "a primeira noite de um homem", filme de mike nichols com dustin hoffman , tem uma cena belamente chupada, que soa como homenagem singela à ingenuidade, carência e à procura pelo amor verdadeiro que permeiam ambos os filmes.

não posso falar mais, porque corro o risco de estragar as surpresas e lições.

corram para o cinema.


 

por dedé aka homobono

 

4

de
novembro

djangos e capital inicial juntos (no camarim)

o primeiro disco que ganhei na vida, no longínquo início da década de 80, foi "youth of today" do musical youth. no dia seguinte ao que eles apareceram tocando "pass the dutchie" no fantástico, meu pai, seu antonio emiliano de sousa, trouxe esse petardo para casa, mal sabendo no que estava me iniciando.

lembro que isso havia sido um presente. dentre os primeiros discos que eu (à epoca com 13 anos) pedi para que ele comprasse, estavam "under a blood red sky", do u2, "o concreto já rachou", da plebe rude e o primeiro do capital inicial.

um pouco por dentro da história do capital, sabia que em seu repertório havia muitas músicas de renato russo, da minha idolatrada legião urbana. sendo assim ficava mais fácil gostar de "música urbana", "fátima" e "veraneio vascaína", pelo que constava, vindas do repertório do aborto elétrico, a banda punk de renato com os irmãos e flávio lemos, respectivamente bateria e baixo. aquela história toda das bandas de brasília, turma da colina e outras mitologias contadas pela metade (ou nem isso) nas revistas e jornais, ajudava a aguçar a minha curiosidade.

.

o disco aí de cima, com essa capa esquisita e bucólica, fez parte da trilha sonora da minha adolescência, embora achasse que seu vocalista, dinho outro preto, tivesse um sotaque afetadíssimo, quando eu os escutava em entrevistas ou tocando ao vivo em programas das rádios cidade ou transamérica.

com o tempo fui descobrindo the clash, two-tone, ska, punk rock, dub e me afastando do póspunk que tanto influenciou o rock brasileiro dos anos 80. acabei "perdendo contato" com as bandas que me incutiram a idéia de querer fazer música.

o mundo deu voltas e, em 1998, aqueles três suburbanos cariocas, que antes emulavam legião, paralamas do sucesso, engenheiros do hawaii, plebe rude e adjacências e agora cunhavam um estilo próprio, uma tal de skaraggapunkrock,  conseguiram finalmente gravar um disco. o nome da banda era los djangos e o do seu disco era "raiva contra oba oba",  produzido por joão barone e tom capone.

por estarem numa gravadora grande, uma multinacional, a warner, os djangos puderam ir a alguns programas de televisão. entre eles, um programa matutino na rede globo, apresentado pela angélica. e isso aconteceu duas vezes.

lembro que em uma dessas idas à vênus platinada, nossa entourage foi recepcionada por alguém da produção do programa que nos avisou: "vocês vão ficar no mesmo camarim que o capital inicial", como se aquilo fosse uma ameaça, não sei se para eles (capital) ou para os djangos.

a banda de dinho ouro preto tinha se separado e se reformulado. depois de idas e vindas, a banda voltava com line-up original, sem a nefasta presença de bozzo barretti, que tocara teclados em alguns discos de procedência duvidosa e que era apontado como um pasteurizador do som da banda.

o capital ainda não tinha estourado com o tal acústico mtv, de 2000, que tinha uma regravação de "primeiros erros", do kiko zambianchi e que os ressuscitou de vez.

naquele dia, no programa da angélica, eu vestia uma camisa do mano negra, uma das minhas bandas favoritas. batemos à porta do camarim e quem a abriu foi o próprio dinho, que imediatamente reconheceu o nome que figurava na minha roupa. "essa banda é foda", disse mais ou menos assim.

uns dias antes, tinha visto o capital inicial perder um quiz show disputado num programa da mtv. o seu adversário nessa ocasião tinha sido o ira!. e o que mais me afligiu nesse episódio foi que o capital perdeu por não saber mais responder os nomes das músicas que estavam no disco "revolver", dos beatles (não por acaso, o meu favorito dos cincos rapazes de liverpool). fiquei indignado porque dinho e seus amiguinhos simplesmente não lembraram de "tomorrow never knows", uma música emblemática que fechava o disco.

ao invadir o camarim, eu "joguei na cara" esse lapso de memória deles. todos contemporizaram ou me ignoraram, menos loro jones, o guitarrista cabelo meio slash meio poodle, que rebateu e me desafiou: "queria ver você lá, malandro!!!".

não demorou muito, o capital foi gravar sua participação no programa da angélica e partiu para o estúdio. quando voltaram, dinho, muito solícito, veio me dar uma dica valiosa: na hora em que fôssemos nos apresentar, que eu me concentrasse na arquibancada porque lá se aglomeravam os adolescentes, aparentemente mais receptivos a uma música menos "ilariê" ou "vou de táxi".

domingo, dia 1º de novembro de 2009, quando eu soube que dinho havia despencado do palco e sofrido traumatismo craniano, me veio à mente o rápido encontro que tivemos com esses astros da música pop nacional (aliás, vejam isso). confesso que o capital não é uma banda que eu acompanhe ou escute. mas isso não me impede de desejar que ele se recupere o mais rápido possível, sem sequelas ou prejuízos em sua saúde.

eu sei que a internet hoje, com seus blogs, twitters e seções de comentários, é celeiro de mensagens odiosas, engraçadinhas e preconceituosas, que não comporta votos como os que eu faço agora, ingênuos e simplistas demais. porém, dinho é um pai de família, filho, irmão e amigo de alguém, e por isso desejo que ele volte logo aos palcos, mesmo que eu não vá pagar para vê-los.

 

 

por dedé aka homobono

19

de
outubro

THE DJANGA MUSIC NON STOP

jomar schrank toca com os djangosfoto de lucky oliveira

 

foto de luciana aquino
joão xavi em \"cabra marcado\" foto de lucky oliveira
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