djangos

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28/11/06

djangos na ilha do governador

TODAS AS TRIBOS
com as bandas:MIDNIGHT, VOLIT FEMINNA, STREET FAMILY,  CHICORINHA S/A e DJANGOS de intrujão.
DIA 03/12 ÀS 15:00 - DOMINGO
LOCAL: FAROL DA ILHA – Ilha do Governador
END: PRAIA DA BICA, 1191 - JD. GUANABARA
ING: R$5,00 (ANTECIPADO) e R$7,00 (NA HORA)
Classificação etária: Livre
Tel.: 8138-2667

 

 

por a diretoria

criado por djangos    10:03 — Arquivado em: Sem categoria

27/11/06

malvados

já tinha rolado uma citação dos malvados, quadrinhos publicados no site www.malvados.com.br por andré dahmer, no meu bissexto blog      http://dub-operarios.blogspot.com

já que os djangos estão com mais esse sítio de difusão de idéias, eu aproveito para indicar novamente.

andré pega várias situações do cotidiano e encharca tudo com ironias ácidas como uma gastrite, debochando das fraquezas humanas e dos intrincados meandros psicológicos/psicóticos dos personagens.

política, crenças religiosas, sexo (ou a falta de), realidade virtual, ambientes corporativos,  farmacologia recreativa e/ou terapêutica, alcoolismo… dahmer é devastador. ou eficientemente cômico.

no site, ele colocou vários links no qual se desdobram realidades paralelas como os proibidões, cadernos secretos, zinguistão series, emir saad e malvados. tudo disposto anacronicamente,  mas linha temporal aqui não faz falta nenhuma. as situações por si só já se explicam e as tirinhas são muito ágeis.

dedé aka homobono descobriu esse sítio por uma indicação do www.cocadaboa.com. mr. manson, o anfitrião do cocada, comemorava, dizendo que os malvados haviam sido escolhidos para figurarem como mascotes dos jogos panamericanos de 2007, aqui no rio.

na linha jornalismo mentira/humor verdade, manson defendia que cauê seria um plágio dos malvadinhos, criação do dahmer. e estampou no mesmo texto uma versão malvada do mascote - naquela época ainda sem nome.

se repararmos bem, se o malvadinho tirar a carapuça, eles poderiam até ser considerados irmãos.

 

 polêmicas a parte, no dia em que descobriu os malvados, dedé ficou horas lendo e relendo os vários capítulos guardados lá no sítio.

altamente viciante.

.

 

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    15:16 — Arquivado em: Sem categoria

24/11/06

brinquedos

não costumo ver esse pedal  (aqui de cima) no set dos "guitar heroes" locais, até porque não se trata de uma distorção, tão fácil de ser ver, mas sim de um efeito de modulação ou de filtro (perdoem-me os eruditos das guitarras se estou sendo impreciso).

dedé aka homobono viu esse  pedalzinho em ação na vez em que os então kamundjangos foram gravar as três faixas do lendário (????) pau-de-sebo paredão, lançado pela emi-odeon em 1996 . naquela época pedimos uma ajuda do hoje prolífero produtor musical kamal kassim, do acabou la tequila. ele levou ao estúdio nas nuvens alguns pedais, entre os quais um dynamic filter,  da boss, que é praticamente a mesma coisa que esse aí de cima. quem já escutou o paredão, pode conferir o efeito dessa geringonça na faixa "kamundjangos". é muito fácil identificá-lo: lembra muito um wah wah, só que você não precisa ficar pisando para fazer as modulações. na verdade, o controle dessas modulações vem na intensidade da palhetada que você dá nas cordas do instrumento.

lembro que quando fomos gravar o single "o futebol", do "raiva contra oba oba",  tom capone (1967-2004), que trabalhava como engenheiro de som do estúdio a.r., apresentou-me um tal de mutron.  esse console tinha uma aparência de base de ventilador(?!?!?!), mas tratava-se de um efeito semelhante ao envelope filter.

em princípio, o som chegava a ser engraçado, meio "os trapalhões na guerra dos planetas". mas hoje vejo que a galera do funk das antigas usava esse timbre direto. na gravação, enquanto se escuta dedé cantando "o futebol-bol-bol não vai acabar com minha vida/ eu queria ser um craque e não me querem na torcida…", há uma guitarra no fundo executando uma frase vestida de mutron.

mais tarde quando tom capone assumiu a produção do "raiva contra oba oba" com joão barone (paralamas do sucesso), tivemos mais surpresas. tom carregava uma hardcase cheia de pedais antigos e raros. fora os amplificadores, cabeçotes e gabinetes, como a desconhecida para mim, a leslie speaker. chamada de caixa lésbica por tom, ela funciona com seu alto-falante girando em torno do próprio eixo, gerando um efeito natural de rotary, parecido com o chorus. curioso era ver o amplificador trepidando como uma máquina de lavar, enquanto gravávamos o solinho de "o último ônibus da madrugada".  em "eu não sei pogar", também usamos a leslie nas guitarras. no finalzinho da música o efeito fica muito evidente. preste atenção. 

já na mixagem, tom acabara de receber uma encomenda lá das gringas. o novo brinquedo era uma indicação de nada mais nada menos que mario caldato jr (produtor do "check your head" e "ill comunication" do beastie boys ):  mais um filtro, chamado mutator.

vi tom tirar o aparelho da caixa todo bobo. ele aplicaria o efeito em duas músicas do raiva: "sopa de jornal" e "necessidade"não dá para descrever o timbre que ele confere senão dizendo que se trata de um zunido de modulação aleatória, sem afinação, como  um sweep que o pessoal do reggae e dub usa direto. viagem descerebrada total. psicodelia.

recentemente, quando os djangos foram ao estúdio de marcelo yuka (ex-rappa e atual f.ur.t.o.), para gravar uma demo de ensaio, dedé se deparou com um moogerfooger low pass filter num estojo de plástico grande que continha várias preciosidades. seu efeito se assemelha muito com um phaser, mas com várias outras possibilidades, inclusive nas modulações grave-agudo. dedé aproveitou e o incorporou-o temporariamente no seu set.

a fabricante de acessórios, line 6,  comercializa um módulo de filtros, o FM4, que imita vários efeitos desse tipo. no manual do usuário eles listam um a um dos filtros disponíveis, quase vinte. os puristas fiéis aos analógicos torcem o nariz mas a mó galera de conceito usa e faz bom proveito. gente como lúcio maia (nação zumbi), carlão (netunos) e funk frunk, que tocou guitarra e compôs com os djangos até pouco tempo.

 

vale a pena lembrar que nosso primeiro disco foi gravado de modo analógico. um orgulho, já que atualmente é raro  usar as fitas de não sei quantas polegadas, como aquelas usadas nas  studer gigantescas.

hoje registra-se tudo digitalmente no famigerado protools.  há vários plugins que emulam todos esses efeitos citados. os djangos tiveram a sorte de ver esses legítimos trambolhos vintage todos funcionando ao vivo.

só para contrariar, dedé aka homobono não usa nada desses brinquedos, infelizmente. nos shows pode-se vê-lo usando um surrado e defasado e digital multi-efeito ME-8 da boss e um amplificador transistorizado, stage SE da fender.  dá pra brincar um pouco.

por dedé aka homobono

criado por djangos    10:12 — Arquivado em: Sem categoria

21/11/06

alegoria

eu sempre achei que novela era uma perda de tempo, ainda mais se tratando de uma novela da globo. e se for do manoel carlos com todas os seus temas prosaicos (ou seriam prozacs, tendo em vista o ânimo estranho dos personagens na maioria dos desfechos das cenas), pior ainda. nessa horas, uma bulimia me atinge e só falto correr para o banheiro. vez ou outra um milagre acontece e algo foge ao controle da pasmaceira padronizada global.

esse padrão foi brevemente interrompido na sexta passada, quando foi ao ar o fim de "cobras e lagartos", a última novela das sete, protagonizada  pelo incensado lázaro ramos, no papel de foguinho.

a teledramaturgia da globo nos brindou com uma alegoria escatológica muito interessante, quando foguinho morreu e foi para uma espécie de limbo. alguém aí também viu isso? foi ou não foi interessante?

após bancar o herói, salvando o mocinho da novela e o filhinho desse de uma mansão em chamas, foguinho sucumbiu. os bombeiros não conseguiram, num primeiro momento, resgatá-lo vivo. e ele padeceu com um colar ortopédico, imobilizado na maca da ambulância da SAMU. há um corte na cena e então, vemos foguinho vagando pelas cercanias da central do brasil, com uma imensa multidão que se dirige às catracas da estação de trem, num clima "blade runner ensolarado" ou "a última esperança da terra" . totalmente desorientado, ele acaba por descobrir que dançou e que a galera toda está indo para o inferno. ou o paraíso. dependendo da cor da ficha que se está portando. a ficha que está com foguinho é: vermelha. vendo que o caldo literalmente vai engrossar, o cara fica desesperado.

regulando a entrada para os trens, há um anjo ridículo com um pijaminha branco, um halo de algodão e com asas de arame e penas. o anjo fica bolado com foguinho, que protesta como todo bom brasileiro, dizendo que há alguma coisa errada, visto que ele acabara de salvar a vida de um pai e seu filho e, por isso, deveria estar redimido.

eis que entra em cena, o (ex-)milionário omar pasquim, cover de giorgio armani, morto no começo da novela. morador do que parece ser o paraíso, omar passa um caô no anjo-bilheteiro e consegue liberar foguinho para entrar no céu.

omar avisa, em tom amigável, ao recém-chegado mutuário que ele vai gostar muito de lá.

corta a cena e no áudio se ouve o bonde do tigrão interpretando o genial "malha funk". geral tá dançando e foguinho no meio da mulherada arregaça nos passes libidinosos, comemorando sua nova morada. omar pode ser visto numa espécie de platô acima de todos, dançando com elegante imperícia, quase que nem um dedé aka homobono. esse é o céu de foguinho.

desse lado da vida, a thais araújo numa tentativa desesperada e bisonha, aplica um eletrochoque no corpo de foguinho com um desfibrilador, que não demora nada para levar carga. já na primeira aplicação, foguinho levanta o tronco num pulo. em poucos segundos, ele consegue reagir indignado por ter sido ressuscitado justamente naquela hora de festança. dali a algumas cenas, a novela estaria terminada. 

a cena deve estar vagando em algum site do youtube. é só procurar que você acha. quem estiver interessado…

o que achei engraçado é que há muito tempo numa tarde dessas, duas senhoras vindas do tj… não, não era tribunal de justiça, e sim testemunhas de jeová. elas bateram à minha porta e disseram, entre outras coisas, que quem não estivesse convertido à religião delas, não iria ingressar numa espaçonave que viria resgatar os escolhidos no fatídico fim do mundo. após o embarque iriam todos para o céu.

perguntei como é que era esse céu e se lá tocava funk. ao que elas reagiram negando assustadas. retruquei dizendo que esse céu deveria ser um lugar muito chato.  indignadas, elas foram embora mas deixaram um impresso da igreja delas.

qual não foi a minha surpresa, ao ver que emanuel carneiro, o autor de "cobras e lagartos" dividiu comigo indiretamente a mesma visão catártica do paraíso?  

enfim, esse pequeno interlúdio foi um lufada de ar fresco na mesmice global.

 

por dedé a.k.a. homobono

 

criado por djangos    15:19 — Arquivado em: Sem categoria

17/11/06

enjoado

"beck é o cara!", vão dizer alguns.

realmente, ele já lançou um monte de coisa boa. é mesmo um sujeito do mal. ou se você preferir, do bem.

como esquecer o clipe de "devil’s haircut", dirigido pelo grande spike jonze?  ou como ficar incólume frente ao balanço de "the new polution" e "loser"?  

como diria dicró: "respect!!!"

pois é,  pena que o show do último rock in rio - no rio, estava com um som péssimo (se tivessem colocado o som da furacão 2000 no lugar das caixas que estavam lá, aí sim o negócio ia ficar bom, inclusive para o foo fighters). assim não deu para chapar. 

beck está lançando disco novo, " the information", cuja primeira música que escutei foi "nausea". assisti a um vídeo no youtube, indicado pelo reverendo lúcio ribeiro no seu popload, no qual beck toca o petardo ao vivo no programa do david letterman.  trata-se de um balanço cheio de percussão e groove hipnótico. no programa, a banda toca com o maior tesão, o que me deu vontade de sair catando o disco do cara nos rapidshares da vida e conferir o trabalho.

então, ficam aí as sugestões de diversão. moleza, né???

1, 2, 3, 4

Now I’m a seasick sailor
On a ship of noise
I got my maps all backwards
And my instincts poisoned
In a truth blown gutter
Full of wasted years
Like blown-out speakers
Ringin’ in my ears

Oh it’s nausea, oh nausea
And we’re gone
It’s nausea, oh nausea
And we’re gone

Now I’m a straight-line walker
In a black-out room
I push a shopping cart over
In an Aztec ruin
With my minion fingers
Working for some God
Who could see his own reflection
In a parking lot

Oh it’s nausea, oh nausea
And we’re gone
No it’s nausea, oh nausea
And we’re gone

Now I’m a priest teenager
On a tower of dust
I’m a dead generator
In a cloud of exhaust
I eat alone in the desert
With skulls for my pets
I rate the days, one to ten
With lead cigarettes

It’s nausea, oh nausea
And we’re gone
It’s nausea, oh nausea
And we’re gone

por dedé a.k.a. homobono

 

criado por djangos    11:17 — Arquivado em: Sem categoria

djangos em botafogo

o embaixador da tijuca, gustavo leão, nos chamou para uma noite de sonzeira em botafogo.

como diriam baiano e os novos caetanos:  "vai ser legal, vai ser bacana"!!! vide flyer acima.

 

criado por djangos    10:44 — Arquivado em: Sem categoria

14/11/06

“a ascensão do punk rock” ou “zona oeste-vingança”

soube que nossa vizinha, a tati quebra-barraco - ou simplesmente tati, foi conduzida a uma delegacia porque dirigia seu xsara picasso sem carteira de habilitação. ao deixar as dependências policiais, tati desabafou dizendo que "se eu quisesse ir embora, dava qualquer dez reais para eles (os PMs)". com isso causou a indignação na corporação que emitiu um comunicado. li um trecho deste que me chamou a atenção. vide: "(…)A arrogância demonstrada afirmando que vai comprar, como publicado, mais um veículo de luxo para ‘tirar onda’, denota sua pobreza de espírito, pois ascensão financeira sem compromissos éticos e respeitosos, por si só, não transforma cidadãos. Sua pobreza de espírito é digna de pena(…)". a "poliça" ainda chamou tati de covarde.

deve ser difícil para ambas as partes. primeiro para tati, subindo nos andares no sistema de casta hindo-brasileiro, depois de tanto esculacho nessa vida, resistir aos deslumbres, às ostentações e à hora da vingança. e para a polícia, com suas fileiras adestradas a odiar pobre, ser alvo de piadinha de moradora de comunidade carente, mas dessa vez tirando onda de carro importado.

mas duro mesmo é engolir a hipocrisia corporativa de quem esquece as diversas atrocidades cometidas em nome da ordem e da paz, e é obrigado a emitir de ofício declarações moralistas, apontando a covardia.  dos outros.

por dedá a.k.a. homobono

criado por djangos    10:16 — Arquivado em: Sem categoria

13/11/06

The Police (Everyone stares–The Police inside out)


Este é o documentário feito em super 8 pelo lendário baterista Stewart Copeland, em que mostra a visão dele sobre a trajetória da banda. O engraçado é que em toda trajetória do Police eu não acompanhei esta faceta do Copeland, pois não tinha na época uma maior ligação com a banda e nem idade para conhecer música. Mais tarde fui conhecer o Police através do meu irmão que me levou o disco “Ghost in the machine”. Lembro que na época até briguei porque ele tinha feito uma troca por um outro disco. Mas enfim. O fato é que quando escutei “Every little thing she does is magic” lembrei do comercial do cigarro Holywood (rs) que tinha como trilha a tal música. Fiquei maluco ao escutá-la, pois adorava aquela música e nem sabia de quem era. Na verdade, eu nem escutava o disco todo. Ficava escutando “Spirit in the material world” e seguida “Every little…”
Desce então comecei a comprar os discos, cd´s e vídeos do Police. Isso tudo após a sua dissolução. Até hoje continuo fã da banda.
Voltando ao documentário.De cara cito as trilhas, ou melhor dizendo, as colagens que Stewart fez. Um exemplo: em “Don´t stand so close to me” em que pode-se escutar na integra as trilhas no set up, chapters e nos extras. Muito legal!!!
O Police nunca foi uma banda de atitude, eles até sabiam que eram uma farsa do punk. Só tentaram pegar a onda da época, mas a imprensa sabia que eles não faziam parte daquele movimento. Tanto que fizeram primeiro sucesso nos EUA e não na Inglaterra, de onde vieram. Outro destaque do DVD são as imagens de programas de tv, turnês pelo mundo, imagens de estúdio. Tem até cenas do carnaval no Brasil!!
A única coisa que não tem muitas cenas da última turnê, Synchronicity. Bem acho que na época a banda já não estava muito bem e preferiu não relatar com as imagens.
Acho que a prova que tirei desse documentário é que quando acaba a diversão e o prazer de estar tocando com os amigos e se torna uma coisa obrigatória, a magia se perde e o trabalho de anos acaba. Mesmo chegando ao topo do sucesso tem que procurar dar continuidade tendo a ligação com o prazer. Senão as coisas passam a ser mercadológicas e falsas. Acho que foi por isso que o Police acabou.

Por  Jj Aquino

criado por djangos    14:06 — Arquivado em: Sem categoria

10/11/06

The djanga music donÂ’t stop

Amigos, segue texto publicado por Bernardo Mortimer, do blog SOBREMUSICA.com.br, sobre os Djangos.
Caso queiram visualizar, o link é http://smusica.blogspot.com/.

Nele, Bernardo dá uma prévia do que vem por aí.
Segue:

Geléia Geral
The djanga music don’t stop

É este mesmo o assunto: o Djangos está gravando um disco novo. Para quem não saiba: o Djangos, que já foi Los Djangos e Kamundjangos, vai lançar o que será o segundo disco, produzido pelo bom gosto e pela militância de generosidade de Marcelo Yuka. E este blogueiro (ou colunista, ou fã de Torquato Neto?) ouviu uma gravação em mp3 de um ensaio da banda. A música, especificamente, é Imigrante Ilegal, que quem esteve em algumas das últimas apresentações da banda com certeza ouviu. Só para lembrar duas delas, assim de cabeça sem pensar muito, teve o encontro com o Bois de Gerião no Vittorios, na Barra, e o encontro com o Empório e fãs desestabilizados, em Ipanema. Dois coquetéis de emoção.
O ensaio, como me previniu exageradamente o Marco vocalista da banda, ainda tem umas sujeiras nas passagens de uma parte para outra da música, e imprecisões de um arranjo ainda em construção. Trata-se de um mexidão anti-babilônia, que emaranha pontes entre guetos do terceiro mundo, a partir de uma letra que conta a história de uma figura invasora – sem lugar ou identidade – o tal imigrante ilegal que não tem certeza do que se passa dentro de si.
Louvo os pontos de referência, do Clandestino de Mano Chao aos lados a e b do Rappa de antigamente, e um pé no oriente do Asian Dub Foundation. Lá no fundo, ecos de Selvagem?, do Paralamas. Afinal, dna não se apaga com o tempo. Sou terrivelmente suspeito para falar de Djangos, mas a obrigação de colunista (fã de Torquato, blogueiro?) não deixa que eu use artifícios: devo comentar o que vem aí. Faço da maneira que posso, que penso ser melhor. Assim: ao contrário do disco anterior deles, ‘Raiva Contra Oba Oba’, de 98, e desde então um clássico da juventude, o que estamos esperando tem bases mais densas, com mais camadas de história da opressão do homem pelo homem, com aquela boa e velha onda de fazer isso para a dança dos corpos que a rotina não cansa. Ainda há frases repetidas como os melhores cânticos de torcida uniformizada, característica de músicas como Raiva Contra o Oba Oba ou O Baile. Djangos é Maracanã tanto quanto ônibus lotado para Jacarepaguá, mas agora virá também o cheiro forte dos temperos de Bombaim, a fumaça de Trenchtown, os barulhos dos programas de edição de som crackeados em um estúdio da periferia de, sei lá, Londres ou Cape Town.

Ou seja, a passagem dos anos 90 – quando a banda acabou metida na crise da falsa paridade Real-Dólar do sr. FH – para os 00 – quando o myspace e os estúdios caseiros redefiniram a palavra independente – está ali no som do que veio e do que está por vir. Você não perde por esperar.
No mais, tenho dito.

por Bernardo Mortimer

Abraços!

criado por djangos    10:06 — Arquivado em: Sem categoria
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