
geral tá falando desse disco. a gente sem tanta(????) idéia boa também não podia ficar de fora.
tom leão(rio fanzine) ficou maravilhado.
rexblex, amigo blogueiro, achou alegrinhos demais.
o urbe, em viagem ao méxico, já havia constatado que a banda está bombando lá fora.
descobri o the rapture assistindo pela rede globo uns momentos do tim festival (em que ano?). eles apareceram tocando "house of jealous lovers", um hit poderoso, no qual ficam punhetando o mesmo verso o tempo todo, criando o famoso clima mântrico e hipnótico. a voz esganiçada de luke jenner também chamava a atenção assim como os timbres de fender telecaster. não resisti e comprei o primeiro disco deles na época, chamado "echoes"(bons tempos aqueles, hein???).
investigando a folha corrida dos caras, fiquei sabendo que pertenciam a um certo (involuntário) movimento chamado "discopunk". coisas da imprensa britânica, muito afeita a rótulos. by the way, o termo discopunk é coisa do passado. dizem agora que essas bandas são os "new ravers".
é engraçado se deparar com a coincidência de ter um monte de banda emulando os sons de outrora. vide o bloc party, que remete a gang of four e the cure (pelo menos na voz). e bote aê o resto da galera: franz ferdinand, radio four, the killers e vários outros.
achei o primeiro disco do rapture um saquinho. fora produzido pelo lcd sound system, james murphy, e tem um clima opressivo, dark, apesar de ter momentos dançantes na maior parte do tempo.
a segunda bolacha, "pieces of the people we love", teve uma parte produzida pelo estimado dangermouse (o culpado por misturar beatles e jay z no grey album, na produção do segundo disco do gorillaz e co-autor do gnarls barkley).

justiça seja feita : o segundo disco é bem melhor que o primeiro.
tá foda de achar um disco maneiro do começo ao fim. não é o caso desse, infelizmente, mas há vários momentos entusiasmados que te deixam com vontade de voltar a faixa para ver se "é isso mesmo???".
o popload de lúcio ribeiro já tinha dado a pista de "get myself into it", o primeiro single do "pieces". no headphone, o baixo veio lindo dedurando que tratava-se de música de pista mesmo. cheiro de coisa boa no ar.
ao desvendar o resto da obra, deu pra ver que os caras estavam inspirados, ou no mínimo bem assessorados em estúdio.
a primeira faixa, "don gon do it", começa com um coral de vozes, possivelmente editado no protools, com a base de trás pra frente e com melodia que volta numa terceira parte incendiando tudo, com os timbres discoteca bem usados.
o fogo volta com tudo em "the devil", ao qual é impossível não balançar pelo menos os ombros, seguida de "whoo! alright-yeah…uh huh", na qual fiquei com a impressão de estar escutando "this is not a love song", do public image limited, de john lydon.
rexblex alegou que é difícil aturar a voz de luke jenner o tempo todo. é verdade. mas nesse disco eles parecem ter alternado músicas com um vocal em tom mais baixo, aparentemente divididos com mattie safer, baixista, como deve ser o caso de "live sunshine".
outro ponto positivo é o tempo de duração das músicas, que não ultrapassam os três minutos. um verdadeiro bálsamo em tempos de epopéias de ruídos gratuitos e viagens sem sentido.
enfim: diversão garantida ou seus mp3 de volta.