djangos

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31/1/07

tapes esquecidos

quem acompanha os djangos desde os tempos de kamundjangos já deve ter se deparado com algum comentário sobre uma demo que gravamos ao vivo em curitiba, em 1997.  na ocasião abrimos a noite para o skuba (no seu primeiro  line-up), no extinto aeroanta. o nome do petardo: 100 cortes.

por causa da coletânea paredão, de 1996, os djangos já haviam tocado lá antes. e eu lembro de ter ficado deslumbrado com o palco, um dos mais bonitos que eu já vi.

a segunda vez em curitiba foi culpa do brother rodrigo cerqueira, baterista e membro-fundador do skuba - hoje no firebug, que nos convidou para tocar juntos. e lá fomos nós acompanhados pelo outro brother pedro de luna, que na época trabalhava com a gente.

nossa apresentação foi inesperadamente registrada com o som direto da mesa de P.A. da casa e com direito a uma VHS com o áudio da mesma fonte. de posse de tão valiosa matriz, quando voltamos ao rio, alexandre panda e ronald, ambos da sociedade hq (irmandade de desenhistas e argumentistas de quadrinhos presentes em quase todos os shows do rio naquela época), propuseram que eles fizessem as cópias e introduzissem o registro no então fervilhante mercado de fitas-demo da época. nós, é claro, aceitamos e tivemos a chance de circular por aê com capinha colorida que trazia a arte de pedro de luna.

foi uma grande surpresa ver essa fita rodando por aí e angariando um monte de fãs. essa seria a única chance de muita gente escutar uma música como "aeroporto internacional" (até hoje tem neguinho pedindo ela por aí) e "bibliografia", músicas que tocamos por um tempo muito curto.

nessa noite no aeroanta contamos a presença de toaster eddie (não sei se curitibano da gema ou até então radicado na capital) que havia lançado um disco pela emi-odeon no mesmo ano. havíamos conhecido o cara quando ele se apresentou aqui, no rio. na ocasião entregamos uma cópia da nossa demo "concrete django". 

lembro que ao chegarmos ao aeroanta, ainda no estacionamento, eddie nos abordou com a nossa fita na mão. ele não havia esquecido da gente apesar do rápido contato. não tinha como perder essa oportunidade e quase no fim desse show, executamos um número na linha "kamundjangos versus toaster eddie", no qual tocamos a base da nossa "i’m gonna babi" e ele foi enfileirando um monte de ragga em cima com seu timbre característico e  bastante perícia.

nesses tempos de myspace, disponibilizamos na nossa página lá (www.myspace.com/djangos) dois tracks do "100 cortes". justamente: "aeroporto internacional", com citação do timbalada e "i’m gonna babi" com nosso preza toaster eddie. podem ficar à vontade que elas estão abertas para download. se vocês se manifestarem podemos disponibilizar todas as faixas registradas naquela noite. beleza???

boa viagem

 

 

por dedé a.k.a. homobono

 

criado por djangos    11:39 — Arquivado em: Sem categoria

na disneylandia para adultos: parte 2

   

   Continuamos em estúdio. E cada vez mais me empolgo com as gravações. Estas fotos são registro da música "Onda e Concreto". Onde gravei a bateria e a “loppiamos” com direito a manipulação de som via Marcelo Yuka. Logo depois, o loop serviu de click para gravar uma outra bateria em cima. Em um dos takes fiquei cerca de 10 minutos tocando a base e distribuindo a levada no kit da bateria.Deu pra suar !!! (rs).

    Nesta música usei 2 caixas diferentes. No meu lado esquerdo usei uma caixa da pingüim com um pouco de harmônico e na minha frente usei uma caixa que foi pensada por Yuka. Era um tom que se transformou numa caixa de 12 polegadas.O resultado foi surpreendente!!! Depois o Marco gravou a base e voz guia e Lyle gravou o baixo. E ainda tivemos a grande participação de Jomar nos teclados.

    O legal é a carga de emoção que existe em todos os dias das gravações. O momento está sendo muito bacana, penso várias coisas boas nas gravações. E vejo como a banda está sendo importante para cada um de nós neste momento. Na verdade isso tudo está sendo um sonho de criança.rs

 

por JJ Aquino

criado por djangos    9:38 — Arquivado em: Sem categoria

24/1/07

djangos no teatro

Foi uma terça, 23 de Janeiro de 2007. Teatro Ziembinski com as bandas Chalaça, Kátia Dotto, Cabaret e Djangos. Esta foi a ordem que começaram os trabalhos no teatro. Um projeto (Zimba Musical) bacana liderado pelo produtor Tito Rivero.

Tenho ficado impressionado com a infra-estrutura dos teatros para a realização de shows. Muita gente tem falado da falta de espaço no Rj para tocar. Mas estou vendo que quem procura acha. Os Djangos tem tocado em lugares com um som e iluminação bacanas. Acho que os produtores estão tentando dar condições pra galera poder se apresentar com uma boa infra-estrutura. Acho isso um ponto ótimo.

Chegando no teatro pensei que o dia não seria legal de público. Mas aos poucos vi uma galera chegando. Não lotou a sala, mas deu um público ávido por conhecer bandas novas.  E com certeza as pessoas que ali estavam não se decepcionaram. A escolha das bandas foi certeira, todas muito boas. A Chalaça que eu não conhecia fez um show bem amarrado com pitadas de rock e mpb. Depois veio Kátia Dotto fazendo um ótimo show com direito a Queens of the stone age e a bis. Em seguida entrou no palco o Cabaret que não pude ver direito, pois estava me preparando para entrar palco logo depois deles. Mas o pouco que vi ao lado do palco foi um show empolgante com Márvio, o frontman, detonando no palco. Depois de todos estes grandes shows viriam os Djangos. Era uma prova de fogo, mais uma vez. Entraríamos depois da explosão que foi o show do Cabaret, e tínhamos a obrigação de manter o nível dos shows que tinham acontecido. Mas felizmente foi até acima da minha expectativa. Não conseguimos tocar o repertório todo, pois sabíamos que o tempo era pequeno. Mesmo sem pensar em tempo e repertório fizemos um show visceral,  ao meu ver. Na música “Raiva contra oba oba” contamos com a participação do vocalista Márvio do Cabaret e depois do público em cima do palco dançando e cantando. Festa total !!!

Marco até comentou depois que parecia o show do Specials, mas me lembrou também um show do The Smiths com o público no palco cantando e dançando. Logo depois fechando a noite tocamos a sugestiva “O último ônibus da madrugada”, apesar de termos terminado o show antes das 22:30hs. Em suma, uma noite com um clima muito bacana e que me lembrou os bons shows que assistia no Circo Voador.

Faltaram algumas pessoas por lá, mas estamos aí para mais shows, com certeza!!! Compareçam!!

Por Jj Aquino.

Vejam também o texto do Otaner na nossa comunidade no Orkut – Dijangos” no teatro Ziembinsk”

Fotos do show tiradas pelo nosso amigo Lismar: www.djangos.com.br/html/fotos.html

 

aliás, nossos sinceros agradecimentos a Otaner e Lismar, cujas fotos ilustram o post.

criado por djangos    17:00 — Arquivado em: Sem categoria

23/1/07

partiu o bonde: coachella 2007

sonho de consumo e evento de responsa com escalação de deixar com água na boca. sente o drama do terceiro dia com a volta do rage against the machine (particularmente, eu nunca engoli esse audioslave, mas deixa pra lá) no mesmo dia que  "muso" do djangos, manu chao. isso é mentira, né?

se você também não estiver acreditando e quiser ver a escalação completa (já que essas letrinhas pequenas atrapalham), dê um pulo agora em www.coachella.com

ah, dá pra você trazer uma camisa do evento para mim? eu te pago adiantado.

 

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    12:02 — Arquivado em: Sem categoria

22/1/07

djangos em niterói: como foi

no último sábado os djangos fizeram a primeira apresentação de 2007. e o local não poderia ser mais apropriado: niterói - onde sempre encontraram uma platéia muito interessada no combinado suburbano de reggae, rock, ska e adjacências.

ficamos muito contentes com o resultado. o convés, casa muito bacana no gragoatá, recebeu uma galera que parecia conhecer as músicas do "raiva contra oba oba" e as músicas do novo repertório disponibilizado em vários platôs da internet.

o amigo césar tramelli, 25 anos, estudante de jornalismo, testemunhou o grupo em ação e nos mandou uma resenha a respeito do que viu e ouviu por lá. há de se frisar que alguns trechos não são nada condescendentes em relação à banda. como os djangos não são chapa branca, reproduzimos o texto na íntegra.

"perdi o começo da primeira música. o vocalista bem que podia ter anunciado com mais vontade. assim ia juntar mais gente pra ver o show. quando chego mais perto vejo que eles estão tocando um reggae com uma linha de baixo até que interessante, só que reparo que eles não estão tocando. o som está saindo mas os integrantes nem mexem nos instrumentos. daí que de uma determinada parte o baterista entra com uma pratada e o reggae parece começar realmente. me ligo então que deve ser alguma base pré-gravada. eu já vi o cara do jota quest usando um laptop no palco, soltando umas coisas bem loucas, mas não encontrei nenhum com a djangos. fiquei curioso para saber daonde vem o som.

no primeiro bloco os caras tocaram só músicas mais novas, nenhuma do "raiva contra oba oba". eu conhecia duas da tramavirtual: "e-ma-ma-meah", essa com uma levada tipo tianastácia e "balão no dia de são jorge". a galera presente gostou muito dessa última, musiquinha com guitarra forte mas nada acima da média.

segundo bloco: o pessoal pedia músicas do "raiva". alguém gritou "sopa de jornal" e aí parece que ela foi incluída na hora. não sei ao certo. quem já conhecia o ska dançou e cantou o refrão junto com a banda. é! foi um momento agitado. mais na frente tocaram "raiva contra oba oba", a música. reparei que o vocalista mudou algumas partes da letra. no original ele dizia "torcer pro madureira não é nada chique" mas ontem mudou para "…agora já é chique". assim como "o street fighter que eu vivo é muito real/cada dia de porrada e cada dia de choque/ pra quem tem um mini-game é só apertar stop" em que ele troca minigame por playstation.

aliás, dedé, o vocalista, insiste em ser engraçado. diz que o primeiro disco da banda já vai fazer dez anos e parece ter orgulho de não ter lançado nada depois. num dá pra entender. os outros dois integrantes que ele apresentou como laile thundercat (um ótimo baixista) e o baterista jj aquilino (no site da banda está aquino), parecem não gostar da retórica de gosto duvidoso do homem de frente e se sentem aliviados depois da contagem das baquetas para entrar nas músicas. deu tempo ainda pra dizer que eles estão gravando disco novo com o yuka (o rappa, f.ur.t.o.).

quase no fim eles tocaram "moro zona oeste/trabalho zona leste" também cantada pelos presentes. e para terminar tocaram um cover do pearl jam, "rocking in the free world", num inglês meio chinfrim e foram embora já que a produção não deixou tocar mais nenhuma por causa do horário da casa. o show foi curto com pretenso gostinho de quero mais. enfim, show divertido com altos e baixos."

 

os djangos agradecem ao césar pela presença no show, mas avisam que de hoje em diante acabou essa palhaçada de lista vip. ok?

e visto que muitos reclamaram de algumas imprecisões do nosso amigo, temos que informar que: a) o djangos usa um mp3 player para disparar bases pré-gravadas, pois um laptop está muito caro; b) o set list do dia foi: djangos toots riddim/ o alvo/ operação são jorge/ imigrante ilegal //// sopa de jornal/ comportamento geral / raiva contra oba-oba///// o último ônibus da madrugada/ cabra marcado/ rockin in the free world e c) o cover que tocamos não é do pearl jam, "rockin in the free world" é do grande neil young. e temos dito.

por a diretoria

criado por djangos    16:28 — Arquivado em: Sem categoria

18/1/07

cinco minutos

o cpm 22 errou por pouco.

segundo a confraria cientistas atômicos não estamos a um minuto para o fim do mundo. estamos sim a exatos cinco minutos para o apocalipse.

o relógio do fim do mundo é usado no sentido figurado para chamar a atenção da sociedade global para os perigos que ameaçam a vida no planeta. meia-noite seria o momento em que o bicho iria pegar geral.

as principais preocupações dos especialistas são:

1) armas nucleares;

2) meio ambiente;

3) novas tecnologias desvirtuadas;

4) o irã e a coréia do norte;

5) emocore.

 

hum, tão vendo???

eu, o lúcio ribeiro e o stephen hawking já tínhamos avisado que isso ia dar merda.

 

por dedé aka homobono

criado por djangos    13:04 — Arquivado em: Sem categoria

bois de gerião vs confronto soundsystem

de vez em quando a gente encontra uns discos cujo título é fulano versus sicrano.

buscando na memória fazendo uso do meu bio-hd, a primeira coisa que vem é "no protection - mad professor v massive attack", onde o professor faz versões dub do album protection, dos pais do trip hop (se é que a criança foi registrada em cartório, né?).

nesse caso não há batalha nenhuma, só uma forma divertida de anunciar uma parceria.

essa agora propalada cultura do mashup em algumas de suas cruzas atribui a autoria a embates entre as bandas, principalmente quando se pega uma versão acapella de uma música e a coloca sobre a base instrumental de outra, resultando numa terceira e nova obra. sendo assim é fácil e curioso imaginar o que vem pela frente quando vemos anunciado "my favourite name" ( the cardigans vs destiny’s child) que une "my favourite game" do primeiro e "say my name" das outras.

o grande "the grey album" cometido pelo dj dangermouse bem que poderia se chamar "beatles vs jay-z", visto que juntou o black album do rapper com o white album dos cinco garotos de liverpool.

não foi bem o que aconteceu com a galera do bois de gerião, de brasília. mas ontem quando rafael, guitarrista e vocalista, me mandou por e-mail um reggae dub que fizeram com os seus conterrâneos do confronto soundsystem, imediatamente imaginei uma capa de compacto de vinil no estilo do "no protection" contendo "shit bomb dub version",  música do oz, power  trio de anti-skatistas de brasília que vicejou nos anos 90.

rafael me contou que fizeram um registro caseiro seguindo os ensinamentos de lee perry. portanto nada de gravações digitais. eles se limitaram a usar quatro microfones e uma mesa analógica tascam que gravava em fita k7. com a palavra o próprio: "gravamos primeiro a bateria, sendo que os microfones da caixa e do bumbo estavam ligados a dois delays. ligávamos e desligávamos os pedais enquanto o gabriel (n. do e.: gabriel coaracy, empinador de bicicleta e baterista) tocava, e ouvíamos tudo nos PA´s da sala. isso é du caralho, porque a parada fica mais orgânica. vc vai ouvindo a bateria, pensando nas partes, e liga o efeito…maneiríssimo."

adicionaram o baixo, metais e usaram ainda um sampler do steel pulse no refrão.

rafael chegou à conclusão de que a tascam conferiu um som facilmente mais grave , algo vintage, tão apreciado pelos fãs de reggae e ska.

detalhes técnicos à parte, os caras fizeram uma grande faixa dançante e instigante aditivada pelos vocais de rei zulá do confronto que contribuiu com o dialeto patois (em certo trecho eu acho que ele fala até da xuxa) e as chamadas ragga em grande estilo.

o mp3 entrou no meu i-pobre e não sai mais. ontem foi minha trilha sonora na volta pra casa junto com matsyahu dub, frusciante solo e raul seixas (nova aeon).

é claro que em tempos de internet e interatividade, os djangos passam o link para você conferir. clique aqui e viaje com esses malucos de brasília.

di gratis.

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    11:46 — Arquivado em: Sem categoria

17/1/07

mondo libero

show do mundo livre s/a em salvador. para quem for local ou estiver de bobeira na área, aproveite. recebi esse flyer hoje na minha caixa.

tenho todos os discos do mundo livre s/a. desde quando escutei algumas músicas da banda num programa da rádio costa verde, apresentado pelo grande larry antha (sex noise), virei fã. em 1995, abrimos um show para eles no circo voador. seria a primeira vez tocando lá. como repeti "ad eternum" na ocasião aquilo se tratava de "um sonho de criança" realizado, visto que o circo (antigo) possuía um clima bacana indescritível e abrigava vários shows importantes, como o da plebe rude interpretando músicas do the clash - primeiro show que vi lá. no dia em pisamos naquele palco, fiquei tão inebriado que não troquei idéia com ninguém do mundo livre. otto ainda fazia parte da trupe. 

acho que a banda tem feito um som cada vez mais hermético, se formos comparar com o primeiro disco deles, "samba esquema noise", mas o mundo livre s/a é o que eu chamo de uma autêntica banda de combate, antenada em temáticas globais, partidária do não-entreguismo e engajada em várias espécies de groove. acho também que o atual baixista, o tal de areia, é muito foda.

fiquei impressionado quando os caras vieram fazer uma mini-temporada no teatro rival, aqui no centro do rio, e ainda havia fila na porta no começo do show e lá dentro todo mundo cantava as músicas junto com os recifenses.  isso tudo sem música tocando nas rádios nem clipe na extinta mtv.

numa das últimas vezes em eles estiveram aqui tocando no circo voador, em março do ano passado, lançando o ep "bebadogroove", consegui entregar uma camisa do djangos para o fred 04, vocal/guitarra/cavaquinho. eles fizeram o show e no bis fred voltou com a sua nova peça de roupa. todo mundo viu, menos eu. de qualquer forma foi uma honra.

 

por dedé aka homobono

 

criado por djangos    15:43 — Arquivado em: Sem categoria

15/1/07

djangos na disneylandia para adultos

por volta de 1995 eu, carlyle e joão alugamos algumas horas em um estúdio no recreio. após inúmeras fitas demo vagabundas, todas elas gravações de ensaio, dessa vez nos propúnhamos a gravar algo menos indigente. para isso contaríamos com a ajuda de dois amigos que sacavam muito mais de música e produção do que a gente. seus nomes: alexandre kassin e marcelo yuka.

eu havia conhecido o kassin na exibição de um vídeo do mano negra, na casa de cultura laura alvim. um tempo depois o encontraria tocando numa banda muito estranha, o acabou la tequila.

jj aquino, por sua vez, conheceu marcelo num show do planet hempa na rua ceará, no indestrutível garage. ele já havia montado o rappa mas ainda não tinha lançado o primeiro disco, o que viria acontecer depois via wea.

coincidência é que marcelo e kassin já eram amigos e inclusive já haviam trabalhado juntos fazendo discotecagens por aí.

nesse estúdio no recreio, gastamos um dia para gravar as bases e voltamos no outro para mixar. o resultado foi uma demo chamada "concrete django" e nosso nome na época era kamundjangos. por um pequeno desencontro nas agendas, somente marcelo participou das mixagens, pois kassin tinha viajado. constavam nessa demo as três músicas que foram incluídas na coletânea "paredão" (1996/ emi-odeon). aliás, foi graças a essa fita que rafael ramos, leonardo panço e brent hiaett nos selecionaram para o pau-de-sebo, que nos rendeu bastante dividendos.

um pouco depois disso, tanto o rappa como o acabou la tequila gravaram seus respectivos discos solo. o rappa, vocês sabem bem,  estourou nas paradas com o segundo disco "rappa-mundi". kassin tornou-se produtor de nome internacional.

o tempo passou e em 1998, lançamos o nosso primeiro disco pela wea, com produção de tom capone e joão barone. por volta de 2000, tom capone, então diretor artístico da nossa gravadora propõe que o nosso segundo disco seja produzido por marcelo, que àquela altura já era um grande nome da mpb. e ele topou. 

infelizmente, essa empreitada teve que ficar engavetada por anos, por razões funestamente conhecidas. inclusive a idéia de repetir a dupla kassin/yuka, porém a agenda do produtor dos últimos discos do los hermanos não permitiu.

mas não perderíamos tanto por esperar. há tempos, marcelo ainda mostrava-se disposto a produzir nosso disco. com o fim das obras de seu estúdio na tijuca, batizado de "observatório de ecos",  e a parceria entre nós e i-produções, agora sim, os djangos entram pra valer nos trabalhos de seu segundo disco, que por enquanto é independente mesmo.

aconteceu nesse fim de semana. e o que talvez se chame "zona oeste: vingança" começou a ser gestado. em princípio, temos treze faixas e estamos gravando num esquema até então desconhecido por nós. em vez de gravarmos passagens perfeitas de bateria e baixo, yuka prefere gravar as músicas em pedaços para então editá-las via protools, seguindo a cartilha do cut and paste mentalilty. (vide comentário do jj aquino)

no meio das sessões se ocorre alguma idéia, marcelo saca de um controlador oxigen ligado a um reason (software de edição musical) e desenha um arranjo de baixo.  assim como pode ser o handsonic, um tabuleiro cheio de pads (disparadores) que emulam vários timbres percussivos típicos de várias partes do planeta.

acompanham os djangos a professora daniela pastore, que pilota a edição em protools, o gente fina e talentoso jomar, que já tocou teclados no mutreta e babão, que é o dj do inumanos e uma enciclopédia musical ambulante . essa salada humana misturada com a parafernália vintage que marcelo yuka juntou em anos, faz com que o estúdio se pareça mais, como o próprio dono disse, "uma disneylândia para adultos".

é nessa atmosfera que os dedé, lyle e jj aquino irão trabalhar por um bom tempo. o resultado: ou nas prateleiras de um algum supermercado ou nas prateleiras da internet. ah, e com certeza em muito mais palcos por aí.

acompanhe conosco.

um abraço a todos.

 

 

por   a diretoria

criado por djangos    16:00 — Arquivado em: Sem categoria

11/1/07

maldito jack bauer

"se chuck norris tivesse nascido mulher, essa seria o jack bauer" - antonio tabet (kibeloco).

sagaz, desempregado, mcgyver dos torturadores (com estágio em guantánamo), paranóico, ex-viciado em heroína (quase um  ’popeye’ doyle do antiterrorismo),  homenageado pelo dub trio, e agora assassino do meu sono de trabalhador.

jack bauer merece muitas qualificações, muitas delas por coisas não tão grandiosas assim, devemos lembrar. mas se máculas há no currículo desse grande agente estadunidense, elas surgiram em nome da segurança e do bem-estar do seu próprio país. e temos que ponderar que se por um lado o bauer dá maus exemplos para nossos policiais e crianças, por outro ele evita o velho maniqueísmo que insistia reinar nos seriados televisivos, como casal 20, carga pesada, malu mulher e jimmy - a tartaruga. aliás, personagens com caráter controverso estão virando uma constante - vide as merdas que neguinho faz em lost, por exemplo.

confesso que após o advento do big brother brasil 7, fui vitimado pela "nova" temporada de 24 horas na rede globo. mas porque ficar dando mole pra vênus platinada se a série está na décima (????) temporada na fox, no netcat?

eu sei, meus amigos, eu sei. o negócio é  que o único tempo que tenho para dar uma espiadinha na tv é quando vou dormir. segunda-feira mesmo já estava eu deitado com meu pijaminha e minha touca quando resolvi ligar a televisão. e aí o que eu vejo? o nosso querido jack com uma faca de psicopata determinado a arrancar o globo ocular de um alto assessor da presidência porque ele não fala onde estão as bombas. detalhe: na frente do presidente dos estados unidos.

pego de solapada assim não tenho resistido ao apelo da violência e da tensão e tenho acompanhado os capítulos com ansiedade, mesmo correndo o risco de não conseguir acordar às quatro e meia da manhã do mesmo dia que nasce. 

essa vida de rockeiro me mata.

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    10:53 — Arquivado em: Sem categoria
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