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28/2/07

borat versus varela

depois de ler muito sobre, assistir a pequenos trechos via youtube e videogoogle, finalmente eu fui ver borat no cinema.

vocês devem estar carecas de saber do que se trata. se não, clique aqui que vai ajudar. mas resumindo: é um documentário falso sobre um repórter do cazaquistão que vai aos estados unidos investigar o modo de vida americano para ver se tem alguma coisa que preste e que possa ser usado em sua pátria. as diferenças culturais fazem acontecer as situações mais inusitadas e surreais.  resultado: quase urinei nas calças de tanto rir.

acho que seria providencial criar uma enquete para saber qual é a cena mais engraçada. o voto do meu sobrinho pedro, de 6 anos é aquela do vaso sanitário. a minha é a de quando borat descobre, por intermédio do que pareceu ser um político ou ativista negro, o significado a palavra gay nos estados unidos. o semblante do nosso herói nessa hora é um negócio impagável.

as enquetes devem estar rolando nas comunidades do orkut dedicadas ao filme. presumo eu.

não entendi muito bem mas parece que há outras cenas feitas nos estados unidos que não foram parar no mockumentary. se você procurar pela rede é capaz de encontrar várias outras aventuras do borat. como a aula particular de rugby, onde o repórter dá demonstrações espetaculares de psicomotricidade. ou então o seu encontro com um corretor de imóveis para aquisição de uma casa que proporcione privacidade suficiente para que borat fornique tranqüilo.

já andaram dizendo por aí, que borat seria um plágio do personagem que o nosso  marcelo tas criara na década de 80, o repórter sem papas na língua, ernesto varela.  

a comparação é válida já que me lembro de uma vez em que o alter-ego de tas perguntou a paulo maluf se era verdade o que todos diziam a respeito dele. maluf não entendeu muito bem, então ernesto esclareceu: "que o senhor é ladrão".

tanto ernesto varela como borat são mais do que necessários nesse nosso mundo cão de hoje.

 

em tempo: no suplemento ilustrada da folha de são paulo, desse último domingo (04/mar), marcelo tas agradece a lembrança de seu personagem mas dispensa a honraria da comparação. respondendo à pergunta que poderia ter sido feita no título dessa minha postagem, tas diz que borat faz ernesto varela parecer um william waack e venceria o alegórico embate.  e há ainda a notícia de que ele inicia a turnê da peça "a história do brasil segundo ernesto varela", a partir de maio, em brasília.

e se você quiser conferir toda a desenvoltura desse personagem controverso é só visitar o sítio do marcelo tas, aqui.

 

 

 

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    12:44 — Arquivado em: Sem categoria

o poder é seu

têm chegado aqui a nossa redação algumas mensagens nos perguntando se é de dedé a voz que entoa o slogan "o poder é seu" no novo comercial do inseticida baygon.

ficamos surpresos pois não estávamos sabendo de nada. mas, hoje pela manhã, conseguimos ver o comercial na íntegra e a semelhança vocal nos deixou impressionados.

interpelado, dedé diz que não participou de gravação nenhuma, não recebeu cachê, não foi a coquetel de lançamento publicitário e nem uma caixa do produto ganhou de brinde ("o que seria um alento, né! afinal jacarepaguá vive infestada de mosquito", lamentou nosso amigo falando sobre o bairro onde mora).

casos notórios já aconteceram antes na literatura policial. o cantor ed motta há muito tempo processou a empresa leão júnior, fabricante do valiosíssimo e famigerado matte leão. no reclame, um suposto cantor emulava a voz de ed o suficiente para deixá-lo indignado com seu desconhecido clone.

a ex-apresentadora do rjtv, cláudia cruz processou a telemar, que estaria usando sua voz em gravações de secretárias eletronicas nos atendimentos da empresa.

não sabemos qual foi o desfecho desses casos, mas nossa assessoria jurídica já estuda entrar com ação reparatória por perdas e danos. danos morais acima de tudo, pois dedé não agüenta mais ouvir os gracejos de seu cunhado, que fez do slogan uma tremenda arma de provocação.

 

 

 

por a diretoria

criado por djangos    12:01 — Arquivado em: Sem categoria

27/2/07

Sunset Ravel

visão de palafita

O que o Bolero de Ravel tem a ver com o pôr-do-sol? Tenho feito esta pergunta porque tive uma experiência na praia muito bacana. Estava saindo da areia em direção a um quiosque, e ao me aproximar comecei a ouvir uma música muito peculiar.
Chegando lá vi dois senhores apreciando o pôr-do-sol ao som do Bolero. Achei muito interessante o átimo daquela cena, que se configurava e se estendia durante o fim de tarde. Neste momento lembrei de uma reportagem em João Pessoa, mais precisamente na Praia de Jacaré, onde se toca o Bolero de Ravel todos os dias.
O engraçado é que numa pesquisa rápida não vi nenhuma explicação a relação da música com o astro rei. A única coisa que soube é que o Bolero foi feito sob encomenda a uma peça de teatro francesa para a Ópera de Paris. Segundo Ravel esta música não existiria sem o acompanhamento dos bailarinos. Deixando a história de lado e partindo para uma interpretação música/natureza, vejo a música com uma dinâmica fantástica e com um loop de caixa transcorrendo por toda música. Acho que essa dinâmica acaba tendo, ao meu ver, uma relação com o fim de tarde. Minha teoria é que conforme a música vai crescendo, o nosso astro vai se despedindo com sua força e grandeza. A música e o pôr-do-sol acabam virando uma coisa só.
Tentando descobrir as teorias do universo, acho que acabamos nos deparando com o mundo da arte. A arte da natureza e a arte da música se fundem, e o que nos resta é aproveitar o momento e agradecer com uma salva de palmas.
 

Obs: Quem souber o verdadeiro significado do Bolero de Ravel com o pôr-do-sol me fale. Abraços!

 

 

por JJ Aquino

criado por djangos    15:39 — Arquivado em: Sem categoria

26/2/07

obina choque

há tempos eu queria escrever sobre o obina. desde já declaro ser tricolor. aliás, quem acompanha os djangos sabe que  nos tempos em que o fluminense despencou para a terceira divisão, nos nossos shows eu cantava o hino tricolor a plenos pulmões, enquanto alguns se calavam e outros riam indiscretamente.
quero deixar claro também que não sou fanático por futebol e só vejo jogo pela televisão quando meu pai está vendo e eu pego o bonde andando. a propósito, a última vez em meu pai me levou ao maracanã, acabou sendo furtado e lá nunca mais voltamos. eu devia ter menos de dez anos.
mesmo não sendo um especialista, não pude deixar de reparar no obina. a começar pelo seu nome, que me remetia a uma banda que existiu nos anos 80 e pelo que eu lembro tocava reggae e outros ritmos caribenhos e africanos. a banda se chamava obina shock.
foi uma chacota do kibeloco que me chamou a atenção. em plena copa do mundo, o tabet publicou, na linha realidade alternativa de hq, que ronaldinho gaúcho havia se contundido e estava fora dos jogos. no seu lugar, parreira havia convocado obina (vide a ilustração abaixo). quando retransmiti o chiste, vi que o pessoal torcia o nariz, lamentava ou simplesmente me amaldiçoava.

lyle diniz, bass hero do djangos e flamenguista, me disse uma vez que obina era "um renato gaúcho que não tinha dado certo". não imagino o porquê desse raciocínio.
algum tempo depois da copa, totalmente por fora do cenário futebolístico, perguntei ao ascensorista do prédio onde trabalho se era verdade mesmo que o obina ia para a seleção. o funcionário, que eu sabia ser torcedor rubro-negro, foi seco e categórico: "não era nem para ele estar no flamengo. ele não é digno do time". fiquei estarrecido. e esse sentimento começou a ficar mais forte quando eu ligava a televisão quando estavam passando os gols da rodada. e lá estava o enjeitado obina aumentando o placar do flamengo, justamente aquilo pelo qual pagavam o seu salário. não compreendi muito bem os trâmites da paixão rubro-negra.
nos jogos mais recentes do flamengo, as coisas pareciam ter mudado sensivelmente. pelo menos comecei a ver que obina era uma figura que despertava amor na torcida, pelo menos numa parcela capaz de entoar "ôôô obina melhoooooooor que eto’o". é claro, que havia outra que zombava de tal afirmação.
ontem, domingo, com a vitória do flamengo sobre o vasco, o time da gávea foi para a final da taça guanabara. displicentemente, vi que obina tinha feito  gol mas ignorei a notícia de que ao fazê-lo (antes dos dois minutos do primeiro tempo), havia se machucado seriamente por causa de um buraco no gramado do maracanã (inclusive tem gente dizendo inclusive que isso foi coisa de um tal doutor eurico).
putzzz! e só fui saber disso hoje, pela manhã lendo os jornais online.
enquanto todos os não-flamenguistas estavam comemorando o desfalque fiquei triste pelo cara e ainda mais quando li que vai ter que amargar um período de seis meses sem jogar, para se recuperar.
tremenda sacanagem do destino.
os céus sabem o que estão fazendo. 

 

 

 

por dedeh a.k.a. homobono, 33 anos, roquista e tricolor.

criado por djangos    16:31 — Arquivado em: Sem categoria

22/2/07

a concorrência 2

continuando na garimpagem de sons bacanas do myspace.

laura palmer
há muito tempo bruno marcos, chefão da tomba records e produtor do quinto andar, contou-me que andava gravando o projeto de música eletrônica de andré mansur. para quem não ligou o nome à figura, andré é jornalista e tocava guitarra no curinga, banda que vicejou nos anos 90 fazendo uma mistura de rap com rock e outras loucuras. lembro que eles chegavam a tocar covers do cypress hill e deee lite.
o laura palmer tende ser uma continuação do curinga com o pé enfiado (lá embaixo) na eletrônica. pelo menos nas idéias mas longe do continuísmo barato e acomodado. andré se juntou a outros músicos e agitadores psico-sociais - como o próprio bruno marcos e uma galera que tocava no são gonçalense tornado - e abriu o leque de opções de estilo.
em seu sítio no myspace, consegui pescar duas músicas bem diferentes uma da outra. "garota infinito" prima pela suavidade. o vocal feminino e a calma do arranjo ajudam. não sei se fui sugestionado pela idéia de david linch estar indiretamente envolvido nesse projeto (já que laura palmer era  uma espécie de odeth reutman de uma cultuadíssima mini-série chamada twin peaks, dirigida pelo próprio), mas quando escutei essa música, imaginei os créditos subindo como no fim de um filme cabeça. bola na trave: o próprio andré me revelou que a música é inspirada nas histórias em quadrinho de sandman (neil gaiman).
depois do lcd soundsystem cantar que o daft punk invadira sua casa, e max de castro denunciar sly stone por esbulho possessório, chega a hora do laura palmer gritar "death metal is playing in my house", faixa que lembra o saudoso curinga, com seus vocais esganiçados. achei estranho não poder entender a toda a letra já que ela está enterrada na mixagem, mas consegui escutar nitidamente: "a vida parece uma doença sexualmente transmissível", o que é uma bela sacada bio-filosófica.

além do line-up oficial, o laura palmer conta com músicos rotativos que participam nas gravações e eventuais apresentações.
www.myspace.com/bandalaurapalmer    

laura palmer

 

 

pedro selector

pelo seu currículo você pode desconfiar de que já viu esse maluco em algum lugar, afinal de contas ele toca trumpete (ou já tocou) no seletores de freqüência (do bnegão), no loucomotivos (trio elétrico do falcão do rappa), pelvs, funk fuckers e manifesto 021. foi nessa última banda que o vi tocar pela primeira vez seu trumpete rasgado. fiquei tão animado que quase que o cara vai parar no naipe de metais dos kamundjangos.
para dizer a verdade eu nem sabia que pedro tinha um trabalho próprio, daí a minha surpresa ao encontrá-lo no myspace com quatro músicas muito bacanas, que cantam a respeito de sentimentos e desencontros amorosos.
de cara fica visível que pedro tem uma queda pela jamaica. isso não surpreende pois em várias das bandas por onde passou pintava vez por outra um reggae ou um ska. o que está lá registrado tem um toque pessoal e acabou soando como se o the cure tocasse ritmos jamaicanos. essa característica fica muito clara em "isso", talvez pelo timbre usado nas guitarras.
"sei lá o quê" por sua vez traz uma sonoridade muito atual (ou muito da velha) porque pode lembrar uma pulsação que as novíssimas bandas inglesas tentam chupar o gang of four, como salientou a galera do seres, no espaço de comentários da página de pedro. essa mesma faixa começa com uma guitarra muito boa, da mesma estirpe de riffs comos o de "push", do mesmo the cure.
a minha favorita é "deixa isso pra lá", um samba tenso com bateria eletrônica, que contém linhas melódicas que poderiam estar perdidas em algum disco antigo do chico buarque ou do mpb4. pedrão canta os dissabores de quem não quer conversar sobre namoro, amor, relacionamento ou outras baboseiras, e vai empurrando com a barriga. aí tudo explode num refrão que tem uns vocais típicos dos anos sessenta que lembram paulo diniz, ed lincoln, beach boys ou mombojó

muito inspirado e com ótimos arranjos. se eu tivesse uma gravadora chamava esse cara para ter uma conversa séria.

www.myspace.com/selectorp

pedro selector

 

 

 

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    12:32 — Arquivado em: Sem categoria

guia gastronômico do djangos

caros amigos,

esperamos que tudo tenha corrido bem nesse carnaval. quem é de beijo beija quem é de briga capoeira. pra que mesmo fui dizer isso?

na volta ao batente, recebemos uma sugestão gastronômica de um amigo que, ao mesmo tempo, perguntava "você comeria nesse lugar?" e emendava: "a pergunta vale para os dois estabelecimentos contíguos".

fica aí a sugesta já que nos suplementos de programa de o globo, jb e afins isso nunca vai aparecer. não é verdade?

o único problema é que nosso amigo não mandou o endereço do pezinho-sujo. e agora? procurem no google!

 

 

por a diretoria

criado por djangos    11:58 — Arquivado em: Sem categoria

15/2/07

gogol bordello

meu sonho é poder fazer isso num show. quer dizer: que a galera faça isso comigo. podem ficar tranqüilos: voltei às corridas e não como mais depois das 20 h. isso foi dica da xuxa. é mole???

o maluco aí da foto é vocalista do gogol bordello. no myspace dos caras está escrito assim:

influências: manu chao, the clash, fugazi, sasha kolpakov, rootsman, yuri yunakov, balkan & eastern european gypsi music, flamenco

com todo esse "adestramento", qual poderia ser o resultado?

responda você mesmo: www.myspace.com/gogolbordello


por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    15:20 — Arquivado em: Sem categoria

13/2/07

a concorrência

nos últimos dias passei um bom tempo bisbilhotando o myspace dos outros. por motivos técnicos eu não freqüentava o sítio, mas agora como minha rede tem permitido tenho feito várias visitas e aproveitado para fazer download do que permitem. alguns protocolos da internet ainda me deixam perplexos, algo como "só olho seu fotolog se você olhar o meu e deixar comentário". no myspace é um tal de você mandar mensagem com os seguintes dizeres: "valeu pelo add". na maioria das vezes, soa automático e falso como uma carta pronta para mandar nas horas de aperto.
bem, independente disso o conteúdo do que está disponível impressiona. neguinho não está de bobeira. as bandas estão colocando para jogo muito boas músicas, bem arranjadas e pensadas.
teve uma época em que eu trabalhei cuidando da seção de demos da revista rockpress, a convite da claudinha reitberger. uma grande honra visto que já tinham passado por lá o danúbio aguiar (fanzineiro das antigas) e o fábio seidl (baixista e vocalista do grande ack). olhando aquela época e suas produções caseiras ou em estúdios, vejo que houve um salto enorme. digo isso porque cheguei a um estágio final em que tudo parecia enfadonho demais e não conseguia mais escrever sobre bandas que faziam cópias ou do bad religion ou do rage against the machine. bandas que valessem a pena sumiram e eu fui obrigado a passar o bastão.
estou falando das bandas nacionais, mas o myspace foi abraçado até pelos medalhões internacionais. por intermédio dele você também pode ser "amigo" do beck, do coldplay, do damian marley ou do wayne coyne (flaming lips). eles disponibilizam músicas para serem ouvidas via stream, na sua maioria hits que podem ser baixados em qualquer kazaa da vida ou que foram martelados ad eternum pelas rádios.
voltando ao território doméstico resolvi falar sobre alguns companheiros de batalha: go! e joão xavi, para começar.  depois eu falo de outras pepitas. ok???

 

go!
gerente de estúdio, guitar hero, futuro embaixador do brasil na holanda, membro dos telecats que acompanham érika martins (ex-penélope), bjorn hovland ainda arruma tempo para ser gente fina. conheci sua banda go! quando ela ainda nem falava pois a banda no começo propunha um trabalho instrumental, uma surf music intergaláctica, como uma trilha sonora para o surfista prateado (aliás, foi isso que eu usei na rock press quando resenhei uma demo deles - perdoem a piada repetida). desde aquela época o que me chamou a atenção foram as frases da guitarra de bjorn, com melodias capazes de fazer chorar. hoje os caras resolveram cantar, aliás quando uma banda se propõe a cantar em inglês ou fazer música instrumental, quase nunca ninguém deixa de dar um palpite do tipo "vocês podiam cantar em português, hein?" ou "faz uma música pra gente cantar junto". não sei se foi o caso do go! mas o que importa é que em "nas ondas do rádio", seu novo disco, os caras compuseram músicas nas quais vão além da surf music, deixando escapar uma possível admiração pelo wezeer. "mar da tranquilidade" é um bom exemplo. melodia linda, letra chapada de poeira de estrelas alucinógenas e apaixonadas. os caras capricham nos arranjos vocais fazendo jus aos ensinamentos dos beach boys. o solo de bjorn fecha o elenco de atrativos da música nos deixando intrigado e perguntando: como é que ele faz isso?

completa o line-up, o baixista e vocalista ingo.
o disco está disponível para download em http://rapidshare.com/files/13541216/Go__Nas_ondas_do_r_dio.zip.html
www.myspace.com/1go    www.fotolog.com/go123
www.123go.com.br

 go!

 

joão xavi
habitante da baixada fluminense (rj), joão xavi me faz lembrar dos versos do rappa em "me deixa" ("hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa"). não que o cara seja um tipo eremita ou nerd. mas porque hoje com um computador doméstico podemos fazer música e distribuí-la na internet, peitando simbolicamente a comunidade global. alguns fazem isso confeccionando coquetéis molotov, dirigindo documentários ou filiando-se a um partido político. outros compõem rap.
sua abordagem aos temas do cotidiano é muito parecida com a que de leve e shaolin fizeram no primeiro disco do quinto andar. nada de imitação, amigos, mas joão xavi filosofa num tom muito simpático sobre o estilo de vida atual, aquele que consiste em sacrificar os sonhos e as verdadeiras vocações em nome de… de que mesmo, hein?
escutando a introdução de "dias de luta noites de amor" você se sente confuso, não sabendo se está em havana ou belém do pará, não identifica se o sampler vem de algum tema do buena vista social club ou do pinduca. em "o que você seria?" podemos escutar os depoimentos de crianças que falam de suas aspirações para o futuro. um dos garotos dispara: "quero ser polícia". alguém pergunta por quê. "pra num morrê", ingenuamente responde.

(joão nos informou posteriormente, que essas falas foram retiradas de um documentário que ele mesmo dirigiu chamado "1 ano e 1 dia", disponível no google vídeo. clique aqui para vê-lo).
tenho que reconhecer que o cara é muito bom nos refrãos que inventa. é impossível não cantarolar os de "dias de luta" ou o de "suburbana".
joão xavi é assessorado pela galera do beatbass high tech (raphael garcêz & pablo duca), que usa amostras de música brasileira ( como as de baden powell, sérgio mendes e jorge ben) para o seu chão de poesias.
www.myspace.com/joaoxavi
www.joaoxavi.com

joão xavi 

 

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    11:48 — Arquivado em: Sem categoria

12/2/07

um minuto de silêncio…

hoje de manhã, tive que pegar um dos vários ônibus piratas que singram da zona oeste em direção à babilônia. a tarifa depende do assento: estando em pé você paga R$ 2 e acomodado R$4. como cortesia, um aparelho de TV dependurado no teto transmite o noticiário bom dia brasil. todos atônitos, afinal quem fala é a mãe do menino joão hélio, morto vocês sabem quando e como. após a repetição da entrevista dada no fantástico, entra em cena alexandre garcia.


incisivo, o jornalista foi beneficamente cruel ao desmascarar as falsas mobilizações que sucedem as tragédias que, de tempos em tempos, espocam nas notícias de jornal. fisgou a atenção de quem viajava no "busão" o rápido histórico de brutalidades que garcia fez desfilar para dar uma refrescadinha na memória: o índio galdino pataxó, tim lopes, a menina carioca gabriela, morta nas escadarias do metrô da tijuca (cujos pais apareceram hoje em outros programas de tv), o casal de adolescentes trucidados em embu (sp), os ataques do crime organizado em são paulo e rio, no fim do ano passado…
agragam-se ao rol de barbáries outros casos nem um pouco notórios, por isso mesmo longe do nosso conhecimento mas que nos deixariam "irremediavelmente" indignados.
ele lembra também que o comportamento do congresso nacional costuma ser o mesmo. projetos de leis com o foco no combate à criminalidade saem provisoriamente do fim da fila e ficam algumas semanas na pauta de votações. passado o descalabro os igualmente revoltados parlamentares voltam às suas demandas corporativistas. algumas semanas são suficientes para a opinião pública voltar à sua letargia.
surge no discurso do jornalista a hipocrisia do brasileiro médio que exige penas mais severas para as monstruosidades mas avança sinal vermelho, sonega impostos, faz barulho no apartamento incomodando os vizinhos, joga lixo no chão sem remorso e se acha o dono da verdade.
bem conveniente também a analogia feita por garcia entre o momento de comoção dos jogadores de flamengo e botafogo, ontem (11/02), no maracanã e a nossa realidade: "a reação dura um minuto de silêncio e o jogo continua".


você pode ler o texto na íntegra aqui.

 

 

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    15:28 — Arquivado em: Sem categoria

100 cortes

nosso DEPARTAMENTO DE DIVULGAÇÃO DE MATERIAL NÃO-AUTORIZADO despejou na rede o tão falado(???) mas pouco ouvido registro da  passagem dos kamundjangos por curitiba em 1996.

clique aqui e agregue ao seu patrimônio esse valioso souvenir que contém:

 

01 aeroporto internacional

02 comando ska

03 soletrarium (c’mon c’mon)

04 sopa de jornal

05 necessidade

06 omi makaku

07 bibliografia

08 relabucho rastapé

09 selvagem

10 o futebol

11 pernambuco ceará ltda

12 roto rooter

13 i’m gonna babi (featuring toaster eddie)

14 kamundjangos

 

 

a djangos airlines agradece a preferência.

boa viagem.

 

 

 

por a diretoria

criado por djangos    11:16 — Arquivado em: Sem categoria
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