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19/4/07

tijucos again

celebração total

a noite de ontem foi maravilhosa. não vou me estender muito mas posso falar que a gente tem dado muito sorte nos lugares onde tem tocado. na sexta foi em campo grande e ontem no zimba musical, na tijuca. pela última foto aê dá para se ter uma idéia do que rolou. positive vibration total.

vou ver se alguém que esteve presente lá nos escreve um depoimento a respeito de ontem. aí eu coloco aqui.

e veja quem escreveu: falcão7, cujo depoimento transcrevo de nossa comunidade no orkut>>>>>

SHOW COMPLETO! SOM BOM! LUZ BACANA! E UM LOUCO NO PALCO! RS, SÓ FALTOU CERVEJA GRÁTIS! APESAR DE TODA NOSSA AVENTURA SURICATIANA PRA DESPENCAR DE BIG FIELD RUMO AO TEATRO ZIEMBINSKI, MAS VLW A PENA, SHOW PERFEITO! COMO JÁ CITEI PELAS CONDIÇÕES TÉCNICAS OFERECIDAS PELO TEATRO E PELA BANDA SEMPRE AFIADA, O POWERTRIO CARISMA TAVA DEMAIS! O SHOW COMEÇOU COM UM BAIXO HIPNÓTICO NA MELHOR LINHA "ZION TRAIN" DAI O CLIMA FOI ESQUENTANDO, EU E MEUS PARCEIROS RICARDO LIMA E GASPAR JUNTO AO NOSSO NOVO AMIGO LISMAR NÃO NOS CONTIVEMOS AO PONTO DE REALIZAR VÁRIAS ÔLAS NO MELHOR ESTILO FLAMENGO E VASCO DE DOMINGO, LOGO NA TERCEIRA MÚSICA FOMOS CONVIDADOS PELO PRÓPRIO ARTISTA (DIGO ISSO NO MELHOR SENTIDO DA PALAVRA) A CHEGAR MAIS A FRENTE DO PALCO, TENHO CERTEZA DE QUE SE O TEATRO NÃO TIVESSE TODAS AQUELAS POLTRONAS FINCADAS AO CHÃO TERIAMOS DADO UM JEITO DE LIBERAR ESPAÇO PARA FAZER A FAMOSA "RODA DE SHOW PUNK!" NO FINAL DAS CONTAS FOI UMA GRANDE CELEBRAÇÃO DE AMIGOS NO PALCO POUSANDO PARA UMA FOTO QUE VAI FICAR PRA POSTERIDADE, EU COMO BOM SURICATI QUE SOU FUI CORTADO, DECEPADO DA MESMA PÓREM MEU AMIGO DE BOLSO GASPAR (ELE MESMO O IRMÃO MAIS NOVO DE CHAMPIGNON ) PODE CONFIRMAR QUE EU ESTAVA PRESENTE E FELIZ DA VIDA AO LADO DE JOÃO (BATERA SAGAZ DO DJANGOS). ABRAÇO AOS DJANGOS E TODA SUA EQUIPE : AO MARCÃO (ACHO QUE JÁ CONHEÇO ESSE CARA DE OUTRAS VIDAS) AO JOÃO E AO LYLE (A COZINHA DOS MELHORES CHEFS) ALEXANDRE AQUINO E ALGUÉM QUE POR VENTURA TENHA ESQUECIDO DE MENCIONAR AQUI.

FALCÃO7
DUBZILLA

JAH BLESS!!!

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quem também quis escrever foi a glória, mãe da ísis que toca no blast.

vejam só:

"Fiquei muito impressionada com a apresentação de vcs, desde os primeiros segundos após ser iniciada. Tanto que havia me programado para sair do teatro no máximo às 21h 30min, por questão de segurança para retornar à residência, mas foi impossível.
Só me dei conta da hora quando um homem subiu no palco para informar que, por já serem 22h, o show teria que terminar. Agora a hora já não importava mais; a satisfação que eu sentia por ter desfrutado aqueles momentos superava qualquer receio para voltar para casa.
E eu precisava parabenizá-los pelo espetáculo. E subi no palco para
tanto, e ali permaneci, apesar de um rapaz dizer que não podia. E depois
muita gente subiu no palco tb.
Enfim, o que vi foi uma banda muito animada, apresentado um
espetáculo diferente de tudo que já vi, super entrosada, passando um
altíssimo astral para quem assiste; de excelente qualidade, sem
qualquer item apelativo. Prende a atenção de todos os nossos sentidos.
E o resultado de assistir à DJANGOS é uma sensação maravilhosa de
bem-estar, de felicidade. Obrigada por terem me proporcionado momentos de tanto prazer. SUCESSO procês !!!!!!!!!!
Bijks, Gloria."

 

pessoal, desse jeito vai ser difícil mandar cheques ao portador para essa galera toda.

 

 

 

por dedé a.k.a. homobono

 

 

criado por djangos    13:48 — Arquivado em: Sem categoria

17/4/07

oestefest: campo grande

arte de falcão sete

num longínquo sábado, na praça de alimentação de um shopping em campo grande, fui convidado a participar de uma reunião com falcão7 e ricardinho (dubzilla), gasparzinho do incurto (irmão mais novo de champignon - ex-charlie brown jr e atual revolucionnarios) e o rastaman baiano tonny realce. alguns na turma pareciam integrantes de uma gangue chicana, explicando talvez porque éramos observados de longe por um destacamento de seguranças com uniforme de tergal, com rádios nas mãos.
o que estava na pauta daquele encontro era a realização de um evento no qual nossas bandas pudessem tocar. discutimos vários aspectos e problemas relacionados a uma iniciativa como essa.
depois daquele dia as conversas continuaram e uma data apareceu para marcarmos nas nossas agendas: 13 de abril. como moro longe dos caras não pude participar de todo o processo que viabilizou o oestefest e o trabalho acabou ficando nas mãos da trinca falcão-realce-gaspar.
apesar disso, os djangos felizmente puderam participar como convidados. logo depois o vulgus, banda do nosso amigo de longa data, marcelo falcão (outro falcão???) se juntou à iniciativa. as expectativas eram boas e a promessa de que um bom público se traduzia nas vendagens de ingressos
antecipados.


talvez o tanto esperado de pessoas não tenham acorrido ao oestefest mas as que apareceram proporcionaram um ótimo clima. como sou aficionado do reggae, a vibe estava propícia pois rolava muito matysiahu, bob marley, rage against the machine e adjacências.
fui surpreendido pelo dubzilla, que se valeu de bases eletrônicas para detonar um reggae/dub ousado e esperto, com ótimas referências como as do radiodread ("airbag") e a versão para "meu bom juiz", de bezerra da silva.


tonny realce é um veterano do reggae e mostrou garra, voz privilegiada e sangue na sua apresentação, que perfilou hits de bob marley ao lado de suas próprias músicas. estávamos ao lado do palco nos preparando para entrar logo depois e eu não resisti. subi ao palco para puxar um "aiô" em "get up stand up", no que o público respondeu entusiasmado.


quando tocamos, pudemos confirmar a receptividade do público. muito boa. senti que estávamos fazendo outra apresentação sangüínea (pretensão, né??). tive que cantar retirando sons do útero que eu não tenho, já que minha voz, avariada por uma gripe, falhou do começo ao fim. a galera
embarcou no show e minha garganta escangalhada talvez não tenha sido um entrave muito sério.

no fim, em "cabra marcado", um ska nosso que termina num groove dub, larguei a guitarra no chão, depois de disparar um monte de delay com feedback no talo e fui pogar no meio da galera que se afastou meio receosa que eu desse uma de gerald thomaz ou zé celso e abraçasse algum incauto, num clima brasil hexacampeão.
depois de nós ainda vieram o vulgus, com uma tônica mais rock. já havia visto a banda na festa de casamento do marcelo falcão e reparado que seu vocalista tem uma postura no palco muito própria e personal.
fechando a noite (ou a madrugada) veio o incurto, do gente boa gaspar. também foram mais rock e sofreram um pouco com a debandada do público, pois já era muito tarde. os caras não deixaram a peteca cair e mandaram o som, até onde eu vi, calcado em riffs e power chords.
saldo final: ótima iniciativa. espero que trinca se sinta incentivada a repetir em várias outras edições, afinal existe um público que curte o som em campo grande e que com mais divulgação do oestefest possa aumentar consideravelmente.

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    16:10 — Arquivado em: Sem categoria

12/4/07

não espere nada do centro…

…se a periferia está morta.

 

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    10:58 — Arquivado em: Sem categoria

9/4/07

futuro embaixador na jamaica

aqui quem fala é dedé. rexblex é meu companheiro de labuta. trabalha na mesma empresa que eu. é fã de reggae, dub, black music em geral e bons sons (ele tem sido meu fornecedor de arquivos ilegais de música comprimida. você pode ler um pouco do que ele é em http://rexblex100mg.blogspot.com.
ele estuda comércio exterior. eu rezo para que ele se dê bem na vida e seja representante de alguma empresa brasileira na jamaica. assim, economizaria uma boa grana do hotel ou do albergue da juventude.
hoje, pela tarde rexblex adentrou no nosso gabinete e pôs-se a bradar sobre "300", filme baseado na hq de frank miller (meu muso). num determinado momento eu o interpelei: "cara, não fale mais nada! por favor escreva isso para o nosso blog", no que ele não teve pena nem pestanejou: "demorou!!!".
então, está aí.

valeu rexblex

"Cheguei a conclusão de que a melhor forma de falar sobre "300" é fazer uma analogia com um disco de vinil, tem o lado A e o lado B. O lado A é o que qualquer criança vê, o filme é um épico trash homoerótico. Um milkshake de sangue, espadas, músculos e testosterona. A Batalha de Termópolis, na visão de Frank Miller, é a bravura do rei Leonidas e seus 300 espartanos defendendo-se das hordas bizarras do oriente comandadas por Xerxes. No filme não há espaço para sutileza nem detalhes políticos. A virilidade dos 300 e seu rei contrastam com a podridão do ambiente político. Leonidas não tem paciência nem estômago para negociações, vai a guerra com o peito desnudo e a lança na mão. Pitadas de humor são destiladas em vários momentos do filme pelo Rei Leonidas, como quando ele refere-se aos gregos como "filósofos pederastas". Quando o exército persa chega o público não tem como saber se trata-se de um exército ou de uma escola de samba. Carros alegóricos, animais exóticos, seres grotescos e mascarados dominam a tela. Quando as cabeças começam a rolar o público é lembrado que estamos falando de guerra. A carnificina é então empastelada em cenas que confundem o nojento com o cômico, no melhor estilo norte-americano. Em muitos momentos me senti sem ar, o excesso de testosterona sufoca e se não fosse as aparições esporádicas da bela Lena Headey, interpretando a rainha de Esparta, sairia correndo do filme em busca de ar fresco.
O lado B do filme é o não dito que é evidente. As prerrogativas artísticas de Frank Miller em exagerar na tinta para transformar Leonidas em um He-man e Xerxes em um transformista sádico, não o isentam de ter produzido um panfleto belicista conservador. O choque de civilizações está sendo
narrado a toda hora nos noticiários. Transformar hesitação em fraqueza, política em mesquinharia e subordinação em lealdade é o que mais tem feito o atual presidente dos Estados Unidos. Por outro lado, a intolerância religiosa tem se esforçado em calar a livre manifestação artística.
Como não tenho esperanças de que tão cedo conseguiremos dosar responsabilidade e liberdade, rufarão os tambores de guerra. No conflito de civilizações não há humor, glória ou bravura; só terror, medo e destruição.
Enfim para os de bom coração e sadios de cabeça não há nada que preste em "300" que não seja apreciar o desfile de corpos bem torneados. As mulheres e gays nunca estiveram tão bem servidas neste quesito. Aos homens resta ficar aguardando os momentos que a rainha espartana aparece. Se está querendo ver um bom filme vá ver "Scoop" de Woody Allen enquanto ainda está em cartaz. "

 

 

por rexblex

criado por djangos    17:51 — Arquivado em: Sem categoria

3/4/07

Sting: Fora do Tom

A primeira vez que tive o livro nas mãos foi na FNAC. Fiquei folheando as páginas e logo descobri trechos sobre o início do Police. O que me fez me interessar de cara. Logo depois descobri que um amigo (baterista da banda MEF3Érico Vasconcelos) tinha o tal livro.
Com o exemplar nas mãos comecei a lê-lo com grande avidez. Na verdade, sempre quis saber mais sobre a trajetória do Police, até porque não vivenciei a época. 
Na leitura pude perder o preconceito que tinha com o frontman do Police, onde comecei a ter este olhar crítico com a saída dele da banda. Achava ele arrogante e chato. Aquela coisa de fragilidade/Amazônia realmente era muito enjoada  (rs). Acho legal ter o lado político, mas tem que ter cuidado pra não ser prolixo demais. Mas a sua história de vida e de músico, realmente, me afetou.
Gordon Summers (sim, este é o nome dele!!) comeu o pão que o diabo amassou. O cara realmente foi atrás de um sonho. Mas o seu lado musical começou por acaso, assim como a escolha de seu instrumento: o contrabaixo. Sting não teve ninguém na família pra ajudá-lo, ou ao menos influênciá-lo. A sua grande influência acabou sendo um amigo de banda de sua cidade natal, Newcastle. Há citações sobre Beatles e Jimi Hendrix.
Mas o fato que Sting respirava música e teve a sorte de ter conhecido Stewart Copeland (fundador e baterista do Police). Mas o livro não trata só da trajetória musical de Sting. Trata também do passado de sua família, da separação dos seus pais, da separação do seu primeiro casamento e das
escolhas que teve que fazer na sua vida. Enfim o livro é uma fonte de inspiração para os sonhos e para a vida.

 

por JJ Aquino

criado por djangos    10:39 — Arquivado em: Sem categoria

2/4/07

disneylândia para adultos 3

após um breve intervalo retomamos os trabalhos no observatório de ecos e fechamos a primeira fase acabando com os registros de bateria e baixo (em princípio).
na verdade, não tratamos simplesmente de gravar o baixo e bateria. houve uma reformulação nas duas últimas músicas que faltavam: "teresa"* e "agora não mais".
originalmente, a primeira era uma balada mais pura. algo semelhante a que o roberto carlos (safra 60/70) faria se conhecesse um pouquinho de rap (sem pretensão). yuka sugeriu que fosse adicionada uma levada de bateria do tipo one drop. isso resultou num clima totalmente diferente que me remeteu a massive attack, porém sem ser obscuro ou dark.
"agora não mais", por sua vez, sofreu uma mudança drástica. mantivemos seu refrão mas mudamos sua parte a. "first, I was affraid/ I was petrified (…)". fiquei preocupado, me perguntando se aquela mudança era mesmo necessária. contam aí o apego e o costume com a música orbitando há tempos em nossas mentes. mas já que nos foi dado o desafio, fomos em frente e mudamos. após muita saliva, gases digestivos (como isso dói), dores nas costas e na cabeça chegamos a um formato muito diferente. eu que estava meio hesitante ainda até agora não consigo tirar a versão nova da cabeça, o que significa que a mudança foi salutar. ainda mais que yuka tocou algumas frases no inefável casiotone, enquanto jomar schrank fez uma segunda guitarra e tocou fender rhodes, dando um clima etéreo que não havia antes. tô doido para escutar isso tudo pronto.

mais fotos na nossa galeria em www.djangos.com.br/html/fotos.html

 

* balada com nome de mulher, mas que faz referência à corda feita com lençóis e outros panos por presidiários para fugir dos diversos regimes prisionais espalhados pelo mundo.

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    17:32 — Arquivado em: Sem categoria

a concorrência 3

nove
eu havia feito o download das quatro músicas disponíveis no site do nove e fui para casa. peguei o coletivo que faz a maior volta e desmaiei de tanto sono. com os ouvidos abastecidos pelo meu i-pobre eu escutava o som lá no fundo, enquanto visualizava paraísos terrestres incompatíveis com
o meu bolso. a voz de rodrigo dracxler (vocalista e guitarrista) falava de um monte de coisa, mas eu captei justa e somente a parte em que se falava de angústias e desencontros. logo, naquele estado de letargia de ônibus, cometi uma leviandade e cheguei à conclusão: o nove é emo.
enviei uma mensagem ao mesmo rodrigo, falando de minhas impressões mas não obtive nenhuma resposta. numa segunda audição mais atenta eu vi que minha percepção havia sido muito imprecisa.
por acaso, tive a chance de falar isso pessoalmente para o rodrigo, que me assegurou que todos no nove têm afinidade com as bandas que levam um som dito emocore. mas frisou: "não é nossa intenção".
minha audição mais apurada percebeu que a banda tem uma sonoridade punk, aquelas coisas de power chords monstruosos e que muita coisa das melodias remete justamente a uma banda que não tem nada ver com essa história: o ira! "celebrar" mostra isso. a mixagem brinca com a voz de rodrigo fazendo um contraponto e brincando com o pan da mesa de som (botão que determina se o som vem da direita, da esquerda ou do centro). a mesma música tem um riff de guitarra muito típico de bandas da década de 80.
em "afinidade", a introdução lembra muito the who e the clash, com os acordes de guitarras reprocessados pelo filtro das gerações. a voz de rodrigo chega a lembrar a de nasi, do supracitado ira! o instrumental desse refrão confere um clima muito propício para rodas de pogo.
"copo de cerveja" talvez seja a culpada por eu ter achado o som do nove algo emo, por causa de sua letra. com um clima cheio de dedilhados e frases bonitas (modest mouse na cabeça, outra referência inusitada), o nove tem uma bela música nas mãos e pode chamar a atenção de quem gosta do fresno, por exemplo.

www.myspace.com/nove

nove

abaixo de zero

eu me lembro de ter falado do abaixo de zero, da nossa querida niterói, na underground playground, a seção de demos da rock press. o que veio parar nas minhas mãos foi uma fita cassete muita estranha, a famigerada fita-demo. a peça continha gravações com um jeito de gravação caseira e dentre as músicas me
lembro que havia uma versão para "boys don’t cry" (the cure) e uma remix feita por um maluco sobre a qual escrevi que parecia trilha sonora de um filme dos trapalhões, na parte triste (o que não era nenhum demérito já que sou muito fã desses filmes).
comentei isso com o mattoso, vocalista e guitarrista, via comentário do myspace, que a gravação era tosca e ele reconheceu que sim. mas eu queria retificar aqui que tosco não é sinônimo ruim. e de tosqueira a gente entende, afinal os djangos gravaram muitas coisas assim.
depois de tanto tempo houve uma evolução muito grande com o adz. isso é inegável e eu sofri um impacto muito forte ao escutar as quatro músicas do myspace. tenho que confessar que não é o tipo de música da qual eu compro disco e tal, mas o que está registrado está muito bem composto e
executado com bom gosto e inspiração. da voz do mattoso e passando pelas guitarras e baterias, tudo está em seu devido lugar, em arranjos enxutos e eficientes.
eu não sei se foi de propósito ou por acaso mas duas músicas fazem referência aos elementos meteorológicos e adjacências. coisa como vento, mar, onda, vela de barco, chuva, pedras do arpoador…porém, driblando o possível incômodo da repetição "me levar" e "deixa" são duas pedradas que compensam. minha faixa presidenciável é "me levar", música dramática e urgente (os temas são sentimentais) com refrão simples e explosivo. parece um pouco radio taxi, banda que gravou "garota dourada" (hit total dos anos 80), e tem um solinho arrebatador de
sintetizador (ou seria uma guitarra com e-bow?).
"deixa" tem uma pulsação muito boa e guitarras com acordes agudinhos. o resultado não poderia ser outro que não uma faixa dançante. 
violões predominam em "la bella victoria" onde mattoso mostra a ótima voz. no meu i-pobre as músicas ficam em ordem alfabética. assim a última faixa que é "quanto e mais". eles dizem ter influências de ash, the smiths, duran duran, the killers, beatles… mas "quanto…" tem uma gradiloquência igual à do muse e tem uma levada de bateria instigante.
repito: muito bem executado e produzido, mostrando que abaixo de zero pode ser a temperatura física mas não a emocional.
www.myspace.com/abaixodezero
www.abaixodezero.net

 

abaixo de zero

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    13:54 — Arquivado em: Sem categoria
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