
minha irmã dayana veio me perguntar se eu sabia o que tinha acontecido com o los hermanos. e eu disse que não. aí fiquei sabendo que os caras iam dar uma paradinha, no melhor estilo barão vermelho, e que, não ficou muito claro, voltariam depois que cada um da banda se dedicasse aos seus projetos.
foi uma surpresa. pelo menos para mim, já que segundo o blog da kamille viola, já rolavam certos rumores nas internas a respeito de uma possível dissolução.
ontem passeando pelos blogs da própria kamille e do bamba jamari frança, deparei-me com pencas de comentários de fãs já saudosos e alguns desolados, por sinal muito desolados. não era para ser diferente dado o grau de comoção que a banda sempre causa por onde passa. e isso eu posso atestar que acontece desde o primeiro show, ao qual assisti na sobreloja do empório. vi os caras cumprirem a rota de qualquer banda independente e as cenas de pessoas cantando em uníssono com a banda se repetiam. desde garage, passando pelas lonas culturais, elam (jacarepaguá) e culminando - naquela época, no cine íris. os djangos puderam tocar com eles duas vezes, pelo que me lembro.
inclusive a primeira vez em que escutei "anna júlia" não foi por intermédio das rádios e nem dos karaokês. vi os próprios tocando o futuro hit em arraial do cabo, num palco que parecia um palanque num P.A. que não era muito bom. a música era ótima mas depois do massacre das rádios deu no saquinho. natural, né?
mas em meio à tristeza pelo tal anúncio da pausa que ninguém sabe se é um fim definitivo ou não, havia declarações de alívio, gente agradecendo, dizendo que ia beber para comemorar, etc. houve até quem confessasse que a macumba tinha dado certo (fica aí a cabeça da gente cheia de especulações, né?). eu não fazia idéia de quão verdadeira era a afirmação de que los hermanos eram uma banda do tipo "ame ou odeie" (a propósito você já leu isso aqui?)
esse tom ferino eu poderia até compreender em se tratando de sandy&júnior mas relação aos barbudinhos me causou muita estranheza e confesso: indignação.
o los hermanos é, por enquanto, uma banda inventiva e corajosa. inventiva pois suas melodias e arranjos podem até remeter a mbp, samba, bossa nova e weezer, mas quem teve a idéia antes de todo mundo e executou com primor e inspiração foram eles. e corajosa, pois num momento em que os ventos eram favoráveis a outros arremedos de "anna júlia" os caras fizeram um segundo disco esquisito pra cacete, arrumaram um mal-estar na gravadora e mesmo assim conseguiram conquistar fãs, esses aí que se descabelam, choram, se esgoelam e pisam no nosso pé quando estamos distraídos nos shows.
alguém chegou a falar em armação. do tipo em que se anuncia o fim e daqui a dois ou três anos se anuncia a turnê redentora do retorno. eu não acredito nisso sinceramente. acho que não é do feitio dos caras.
se vão voltar ou não só os próprios caras sabem ou podem decidir sobre. eu espero que continuem. se pararem e derem início às respectivas carreiras-solo, beleza. rodrigo amarante e marcelo camelo são compositores de altíssimo gabarito. seja o que james brown quiser.
agora, o que tem a ver o título dessa postagem com as calças??? eu explico. "doostraw" era o nome do fanzine editado na década de 90 por nada mais nada menos que marcelo camelo e alex werner (hoje o produtor do los hermanos). naquela época os caras estavam antenadíssimos em tudo que acontecia no cenário nacional e eram muito atuantes. foi numa dessas que depois do show que fizemos no superdemo de 1995, a dupla veio nos abordar nos pedindo fitademo (prática muito comum na época). depois de um certo tempo, os kamundjangos foram capa do fanzine e contaram com as mais carinhosas palavras de camelo, que passou a ser presença constante nos nossos shows. para os fãs do los hermanos eu posso até provar. tenho duas fotos (risadas cínicas) e digo mais: nosso site no myspace é www.myspace.com/djangos.
por dedé aka homobono