14/8/07
novo produto na área

enquanto, o novo disco não sai, "voltamos os holofotes" para uma
"invenção" perdida do djangos.
por volta de 2004 a banda recebeu um convite para que fizéssemos
uma música para uma ong chamada FASE. na verdade, tratava-se de uma
canção para um campanha institucional "o brasil tem fome de
direitos". grosso modo, o que se pretendia com essa campanha era
difundir a idéia de que os direitos sociais expressos na constituição
federal não eram algo distantes da nossa realidade e que eram
passíveis de reinvindicações legítimas para todos os interessados.
quando recebemos o "pedido da encomenda" nos encontramos no estúdio
para compor em conjunto. acho que a idéia que predominava era de que
fizéssemos algo na linha hard, que talvez remetesse a rage against
the machine. aliás, quem propôs isso fui eu mesmo. momentos depois
algo me disse que estávamos seguindo a direção errada e me veio a
idéia "what’s going on", do marvin gaye. se abstrairmos a letra desse
clássico dos anos 70, podemos até pensar que se trata de uma canção
de amor. mas gaye mandava um brado anti-guerra lindo lindo que foi
utilizado em versão gravada décadas depois por bonovox, do u2 e mais um monte de outros artistas reunidos (mtv allstars) num esquema "we are the
world", por ocasião do 11 de setembro.
bem, sem a pretensão de plagiar, emular ou usar marvin gaye como
parâmetro, sugeri uma levada mais leve indo contra o pensamento
original. arrumei dois acordes, uma frase de teclados bem grudenta e
um refrão que explodia num tom alto. pronto, tínhamos o rascunho da
música. um ensaio depois veio a letra, numa rapidez incomum (leia no
fim desse texto).
várias mutações depois na música, estávamos gravando no estúdio do
grande ézio filho, em botafogo e na seqüência estava sendo lançada
num cd que a FASE divulgou em todo brasil. os djangos saíram
juntos com devotos e vários outros inventores dos rincões de
pindorama.
meio insatisfeito com o resultado final, eu meti a música num
software de edição musical, o acid, e acrescentei uma batida dance
farofa, o famoso bate-estaca, passei o groove pelo filtro e fiz um
loop, gravei dub nas vozes e botei uns tecladinhos. fiz uma espécie
de remix e só nao mexi mais porque o meu computador era bem capenga.
o resultado ficou guardado um tempão. como o pessoal da banda
pareceu ter gostado bastante e as pessoas a quem mostrei também,
achei que era melhor disponibilizá-la no nosso myspace, de onde ela
pode ser copiada para o seu hd.
lá ela atende pelo nome de "atention". botei assim porque o myspace
não reconheceu a cedilha e o til e estava rebatizando a música de um
jeito canhestro.
fiquem à vontade e tirem as suas próprias conclusões.
ok?
por dedé a.k.a. homobono
"atenção"
(araújo/diniz/aquino/homobono)
eu aposto a minha vida
que é essa é a nossa vez
os idiotas não vão mais dar risada
e a minha gente boa não vai mais chorar
há um vazio dentro do peito
uma alegria sem motor de arranque
nada vem de graça
e nem era pra tanto
mas custa muito sangue
e uma chuva de pranto
eu quero meu direito de sonhar
eu quero meu direito de fazer e acontecer
eu quero poder realizar
qual é o nome do meu crime?
em que prisão eles vão me colocar?
criado por djangos
13:30 — Arquivado em: 

Maneiro as colagens!!! Gostei.
Comentário por Jj Aquino — 14 de agosto de 2007 @ 14:04
Diferente de tu, Marco, eu gosto MUITO da versão original. E acho que é uma das melhores músicas (e letra) do Djangos, até merecia uma chance no disco novo .
Gostei da versão remix também.
Abs!
Comentário por Otaner — 22 de agosto de 2007 @ 21:50