28/12/07
Paralamas e Police II

As nove e meia em ponto as luzes se apagaram e começou a tocar "Get up Stand Up" de Bob Marley no P.A. O público começa a gritar eu fico prestando atenção no palco pra saber como seria a entrada do palco de todos integrantes e principalmente de Stewart Copeland que entra no palco tocando um gongo da Paiste. Logo em seguida entram Andy Summers tocando os acordes de "Message in a Bottle" e Sting empunhando seu baixo Fender. A segunda música, Syncronicity II foi de uma emoção muito forte. Lembrei do vídeo que consegui copiar e que pela primeira vez vi o Police tocando ao vivo. As luzes em amarelo, vermelho e azul marcaram a capa do cd Sycronicity. Com Andy Summers fazendo o riff de guitarra e em seguida Copeland desse a mão na bateria. Não dava pra não se emocionar. Afinal foram anos de espera e que na verdade nunca pensei que estaria naquele momento vendo os caras que me influenciaram a tocar, a gostar de música e até mesmo de perder o preconceito com músicas de outros países. Em "walking on the moon", Sting agradece e diz que estava com saudades do Brasil, e em seguida pediu para cantarem com ele. É incrível como esta música a linha de baixo e a genialidade de Copeland, que consegue colocar um ritmo completamente fora do padrão e que acaba se encaixando perfeitamente com música.
O show seguiu com vários clássicos e pitadas de levadas jazzística. Afinal Sting, Andy Summers e Copeland estão fazendo trabalhos completamente diferentes do Police. Algumas coisas ficaram muito boas como em "Hole in my life" onde os caras mostraram porque são considerados virtuosos nos seus instrumentos. Tudo sendo feito com muito bom gosto, nada extravagante. "Voices inside my head" tem pitadas de funk e jazz.
O ponto baixo do show foi "Don´t stand so close to me" que ficou com o andamento lento e tom ficou baixo. Foi a única música que com a mudança ficou ruim. Outras como "Truth Hits Everybody" ou "Next to you" também sofreram mudanças, mas não comprometeram.
Mesmo com as mudanças houve momentos lindos. Como em "Wrapped Around Your Finger" em que o Sr. Stewart Armstrong Copeland mostra toda sutiliza em tocar o seu set de percussão. O baterista fica dividido entre o set de bateria e a percussão. Com um arranjo de primeira qualidade. 
O momento de mais emoção foi escutar "Roxanne"com o Maracanã todo vermelho. Assumo que desceram lágrimas. Não deu pra conter. E ver Sting, Andy Summers e Stewart Copeland, não tem preço. Tem que ter respeito pela banda. A banda criou uma sonoridade única. Poucas bandas conseguem isso.
No biz teve "King of Pain" com Copeland indo novamente para o seu set de percussão para depois ir para a bateria, "So Lonely" com Andy Summers descendo a mão na guitarra e "Every breath you take" fechando o bloco para emocionar o estádio Mario Filho. Era o final do show, mas Andy Summers continuou no palco igual uma criança. Era nítido o quanto estava feliz. Ficou chamando os companheiros de banda a voltarem no palco, pra mandar os primeiros acordes de "Next to You". Final não foi tão apoteótico, mas era o que tinha na manga. E o saldo foi muito positivo. Afinal como diria Homobono, foi um sonho de criança. E só foi cair a ficha quando o meu irmão e produtor dos Djangos, Alexandre Aquino falou num tom melancólico – acabou. Aí eu me dei conta que o momento mágico, realmente, tinha acabado.
A saída foi tranqüila e vi muita gente falando que valeu cada centavo, e eu concordo. Pra ver o Police não tem preço. Com Stewart Copeland nas baquetas estraçalhando o seu kit de bateria, também não tem preço. Fiquei um pouco triste no final indo pra casa, com uma sensação estranha que até agora não consegui explicar. A única coisa que sei, é que foi o meu presente de natal, e acho que muitos fãs de carteirinha também concordam com isso.
Inesquecível é a palavra. 
Por JJ Aquino.
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