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6/12/07

silêncio no brooklyn???

uma vez no meu i-pobre pintou uma pasta chamada "antibalas". eu no esquema cabra cega, escutei sem saber do que se tratava, suspeitando poder ser uma banda estilo emotionalcore, porque eu já tinha escutado falar no nome mas sem maiores detalhes sobre.

à primeira audição, um susto. do tipo "caraca! que p**** é essa?". a música era "beaten metal", e eu desconfiei que haviam me enviado um disco do mighty mighty bosstones de sacanagem, devido à frase poderosa de metais com batida de funk, prenúncio de vários skacore da turma de bosston. a impressão foi efêmera porque não entrou vocal e nenhum ska. a faixa era instrumental e além das frases de metais, vieram um groove num estilo meio trilha sonora do kojak, teclados hammond, clavinetes, tumbadoras cubanas e altas viradas de batera. poderia até descambar para o jazz, mas as frases eram minimalistas e hipnóticas.

esse disco do antibalas foi a trilha sonora da minha longa volta (busão) pra casa numa madrugada de agosto, quando tinha no meu sangue uma dosagem de álcool maior do que a cartilha do ibama permitiria. de lá para cá eu nunca soube de maior detalhes sobre a banda. nessa semana, eu finalmente quebrei o regime da ignorância e descobri que estava escutando o quarto disco da banda, "security" (2007). o antibalas já está aí desde o fim da década de 90 e era conhecido pela afinidade com o afrobeat de fela kuti (vide a capa que ilustra essa postagem). o allmusic diz que "security" é um disco diferente no qual os caras enveredaram por outros tipos de som como música eletrônica, hiphop e até reggae (  "sanctuary", onde lá pelos sete minutos de música podemos escutar a voz  negra do percussionista amayo).

eu não entendo de afrobeat (tô marcando bobeira) mas esse disco do antibalas é muito interessante, com um som largadão, bêbado e suingado com suas músicas de dez (que é o número de integrantes) minutos ou mais. os caras parecem ser muito bem-humorados. no myspace deles há o vídeo de uma entrevista muito divertida feita por uma repórter gatinha e engraçadinha no quintal da casa de martin perna, que é o fundador da banda, no qual amayo diz que além de vocalista, também é ditador assim como o trumpetista jordan mclean diz que é o ministro da paranóia (espero que meu inglês de fascículo da globo não tenha me traído - qualquer coisa mandem correções para os comentários).

e além da descontração, o antibalas parece querer também enviar mensagens políticas através de fotos e vídeos (podem-se ver desde um dos integrantes vestido como se fosse o subcomandante marcos até uma gravura do tio sam).

definitivamente, você não escutará antibalas na rádio, mas quem se importa com isso hoje? e fico aqui imaginando que várias bandas daqui devem escutar antibalas. gente como nação zumbi, móveis coloniais de acaju, lucas santanna e seleção natural e hurtmold.

por dedé a.k.a. homobono

 

criado por djangos    15:46 — Arquivado em: Sem categoria
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