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7/1/08

o homem da calça de tergal


vou começar no estilo espírito de porco, mea culpa e "desculpem, que eu cuspi pra cima": só me dei conta de que tinha feito um ótimo negócio ao sair de casa para ver o show maquinado, de lúcio maia (o jimi hendrix de cabrobó), quando o mesmo perguntou à ávida platéia da sala baden powell (humaitá pra peixe), se alguém conhecia bad brains.
foi como um tiro de misericórdia.
perguntei à sara simões, amiga zineira de longa data, se era isso mesmo que ele tinha falado: bad brains, e ela confirmou. fiquei rezando para que fosse uma música de "rock for light", inspirado disco hardcore-dub dos rastapunks estadunidenses. e minutos depois lúcio estava entoando:
"(…) I and I will would never try. No, not I. I and I would never try(…)".
tratava-se de "I and I survive", do disco pelo qual rezei.

pedi perdão: me f****.
por que a culpa?
resumindo bem rapidinho: o recém-lançado "fome de tudo", do nação zumbi, unanimemente incensado pelos meus blogs favoritos, não me encheu os ouvidos. pensei que se tratava de uma aclamação obrigatória, dessas do tipo "deixa eu falar bem também, antes que digam que eu não sou legal". mesmo que "maquinado" tenha sido lançado antes do "fome", achei que essa apresentação de lúcio maia viesse impregnada desse tipo de "oba oba". mas eu paguei para ver e queimei minha língua.
antes, gostaria de reiterar que acho que nação zumbi é uma das melhores bandas do brasil, ou por que não?, a melhor (eu gosto muito do los hermanos também). mas eu não sou obrigado a gostar de tudo que eles fazem, apesar de esperar com muitta atenção seus lançamentos.
resumindo mais uma vez: "perdi, preibói! quebre meu braço!".
depois do bad brains eu me rendi definitivamente, desci do mezanino para a pista, para ficar frente a frente com o homem.
antes, traído pela complexidade de sua parafernália, lúcio havia tentado cantar "zumbi", do jorge ben, com voz de robô (qual é o nome desse efeito mesmo?), mas teve que levar no gogó mesmo.
gogó o cara não tem, mas esbanja personalidade, feeling, talento e chinfra até mesmo para vestir uma calça de tergal com blusa listrada (orientações dadas, pelo que consta nos arquivos da mtv, pelo próprio chico science) sem parecer um zé mané ou um fundamentalista.

depois disso, o que dizer mais?
chega!
vá procurar mais notícias nos outros blogs!
como já havia declarado no nosso fotolog, cheguei em casa com muita vontade de aprender a tocar guitarra.

por dedé a.k.a. homobono
colaborou joão xavi, com a primeira e a última foto dessa postagem. muito obrigado, irmãozinho.

criado por djangos    0:51 — Arquivado em: Sem categoria

5 Comentários »

  1. Concordo Nação Zumbi e Lúcio Maia estão aí pra mostrar que ainda existe música inteligente sendo feita. E que tem um olho na terra de cego é rei, Homobono. Se liga nisso!!!
    abs.

    Comentário por Jj — 7 de janeiro de 2008 @ 10:55

  2. Correção:
    Concordo. Nação Zumbi e Lúcio Maia estão aí pra mostrar que ainda existe música inteligente sendo feita. E quem tem um olho na terra de cego é rei, Homobono. Se liga nisso!!!

    Comentário por Jj — 7 de janeiro de 2008 @ 10:59

  3. Resenha do show quase em tempo real hein!

    Ah, ele não falou Bad Brains, ele disse “Bédi bréins” (leia-se com sotaque pernambucano). :D Mas curti bem mais o Computer Love que ele mandou. Agora tenta imaginar num mesmo show alguém mandar bad brains, nelson cavaquinho e kraftwerk??? Parece até uma certa banda que manda dead kennedys, gonzaguinha e faz citação a musical youth e alceu valença num mesmo show! Tá no mesmo nível, né não??

    Comentário por Otaner — 7 de janeiro de 2008 @ 11:56

  4. Caraca, o cara é mesmo bão?! Bem, não vi e não tenho escutado Nação Zumbi. Mas se o Marco tá falando, eu acredito. Mas eu vi uma apresentação do Paralamas no primeiro rock in rio, na época do trio mesmo. Jj comprou o DVD e vi: herbert viana tava tocando pra caray! acho que o trio fazia ele tocar mais, ser mais criativo! solos juvenis e atordoados, bases bem feitas e uso de pedais diferenciando a sonoridade. Claro que na época o equipamento não era tão bom, mas foi aí que eles transcederam! Ah, e a velha cozinha de sempre, né -baixo e bateria dando suporte.

    Comentário por Alx — 7 de janeiro de 2008 @ 12:39

  5. Lúcio Maia é o cara!

    Comentário por André Monnerat — 8 de janeiro de 2008 @ 16:48

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