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26/2/08

QUANTO VALE UM SOLO?

Vou logo falando que não sou um grande fã de solos nas músicas. Independente de serem de guitarra, baixo, o instrumento que for. Acho que tem que ser música pela música, e solo só se for de muito bom gosto e na medida certa.
No dia 26 de Janeiro na Marina da Glória aconteceu o show Paralamas e Titãs para gravação de algum canal da Sky com as duas bandas juntas no palco. Isso eu já tinha presenciado em shows passados. Uma foi no Hollywood Rock e a outra no Sempre Livre Mix. Mas desta vez o show foi diferente. A idéia era mostrar duas bandas em uma. E funcionou melhor desta vez do que nas versões anteriores. Houve várias participações como a de Samuel Rosa, do Skank tocando "Lourinha Bombril". Mas quem roubou a noite foi Arnaldo Antunes que cantou “Comida” e a pedidos “O Pulso”


O que mais me chamou  atenção foi a organização dos instrumentos,  principalmente das baterias. De um lado João Barone e de outro Charles Gavin, dois bateristas que sempre achei serem os mais representativos dos anos 80.

O engraçado é que sempre vi semelhança nos dois músicos. Pela afinação da bateria, o uso da mesma marca de pratos, baterias e por usarem o reggae como base rítmica nas suas músicas. Lembro de ver Charles, também, usando octabans na época do "Cabeça Dinossauro".  Impressiona  ver o sincronismo dos dois bateristas. Na música "Cabeça Dinossauro" houve  a hora especial para os dois bateristas. Digo especial, pois não achei um solo de bateria, e sim levadas rítmicas com algumas viradas, quase como overdubs. Nada espalhafatoso.

Muitos preferem ver solos de bateristas de 15 minutos e altos malabarismos. Isso é legal de músico pra músico, mas às vezes, quem perde é a música. Poucos bateristas conseguem me impressionar fazendo solos “quilométricos”. Buddy Rich, Dámaso Cerruti Neil Peart são alguns nomes que admiro em seus solos ainda que prefira ouvir uma levada criativa, com viradas no momento certo, ou até mesmo o silêncio. Acho isso muito mais genial do que mil toques por segundo(rs).
Um outro solo de bateria que me chamou atenção foi o Foo Fighters com Dave Grohl e Taylor Hawkins no Rock in Rio III. Foi gratificante ver os dois bateristas tocando juntos. Foi um solo de poucos minutos, e Grohl apresentando Taylor como um grande baterista. Foi curto, bacana e num momento propício do show.
E Barone e Charles fizeram tudo na medida certa. Vale conferir no dvd, ou quando for passar na tv.

 

 

 

Por JJ Aquino.

criado por djangos    13:24 — Arquivado em: Sem categoria
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