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20/5/08

nossa shirley temple hiperativa

essa aqui eu conheci graças ao blog do carlão, do netunos.

na verdade, eu já a conhecia, do programa do raul gil, aquele que mais explora crianças (de três a cinco anos) na televisão brasileira e que as expõe a tarefas árduas como pronunciar nomes complicados de lugares  - itaquacetuba, pindamonhongaba, anhangabaú, etc. - para deleite dos adultos letrados (ou não) que se orgulham de já dominarem o aparelho fonador.

trata-se da apresentadora maísa, do sábado animado, no sbt.

talvez seja uma parente da menina pastora possuída, aquela que prega em cultos protestantes e que virou hit no youtube.

só que nossa maísa é ultraprafrentex e com cinco anos de idade, encaixa-se no perfil daquelas pessoas que chamamos de figura.

encarregada de conduzir as brincadeiras que dão prêmios às crianças de todo o brasil e que telefonam para o programa, maísa procura se divertir enquanto enfrenta mais uma jornada de trabalho infantil. então,  trata de desfilar suas coreografias (de rouge, passando pelo mc créu até às do padre marcello rossi) com muito domínio de sua psicomotricidade incipiente, debochar do sotaque e das limitações de sua própria audiência, encantar-se com um playstation que abre e fecha,  imitar os manos do rap paulista, dar esporro na produção por pequenos descuidos, simular que está alcoolizada e mostrar que já conta de um a dez, em inglês. tudo isso, com um raciocínio tão rápido que me causa inveja.

ao investigar no youtube, o link fornecido pelo carlão, vi que maísa tem uma legião de fãs e um monte de clips com seus "melhores momentos" (veja esse aqui só para ter uma idéia)

sônia braga e garibaldo? capitão asa? bozo? xuxa? sérgio mallandro? mara? balão mágico com fofão?

esqueça tudo isso.

vivemos agora sob a égide da pequenina maísa.

 

 

 

 

por dedé aka homobono

 

criado por djangos    16:03 — Arquivado em: Sem categoria

LENINE – 17/05/08 – FUNDIÇÃO PROGRESSO

     Pela primeira vez não vi confusão para entrar na Fundição Progresso. Tudo muito tranqüilo, e logo percebi que muita coisa tinha mudado por lá. Com bares abertos e uma lojinha com artigos femininos que vão de bolsas, camisas a até cadeiras e decoração de interiores, dando uma movimentação a mais no local.
     Antes do show um dj mandou bem nas carrapetas, tocando sambas antigos que conquistou a galera de cara. Com isso confirmei as minhas suspeitas, o samba virou moda. Coisa boa, mas espero que a galera não fique só no modismo. Acho, e sempre acharei que existe espaço pra todos os estilos.
     Com a galera aquecida, Lenine subiu ao palco por volta de 01h30 com a Fundição praticamente tomada. Estava na expectativa da equalização do som, já que várias vezes me falaram que a acústica não ficara muito boa, mesmo depois da reforma do local onde acontecem os shows.
     Lenine toca e na primeira audição percebo que o som está baixo e embolado. Pelo menos de onde estava não se escutava direito o que se passava no palco. O público estava ávido pela apresentação do cantor. Acho que por isso não deram importância ao problema mencionado, porque vi muitas pessoas dançando e cantando as músicas do cd Acústico MTV do cantor e músico pernambucano. Logo percebi uma menina que estava a minha frente que não parava de dançar e de cantar, dando um exemplo de como o clima do show estava bom e bonito. Lenine vestia uma camisa de Nossa Senhora e falou do falecimento e da importância de Zélia Gattai, imediatamente fiz uma analogia com a estampa e o fato mencionado pelo artista. Bacana a camisa e a lembrança à escritora.
     Durante o show percebo o bom entrosamento da banda. Acho legal um artista solo que mantém os músicos tocando junto durante um tempo. E isso se reflete na execução das músicas que acaba fazendo com que Lenine e banda soem como uma coisa só. O show teve duração de quase duas horas. Tempo este que passou despercebido.
     Um ponto ruim foi o horário e a ordem dos shows. Jonas Sá faria abertura e a banda Bangalafumenga faria o encerramento da noite, o que não aconteceu. Infelizmente estes dois artistas tocaram depois do show de Lenine. O correto seria usar o evento para divulgar, também, novos artistas. O que aconteceu foi que muitas pessoas acabaram indo embora, e para mim ficou tarde para continuar na Fundição Progresso. Acabei pegando o meu chapéu e voltando para Jacacity com os pensamentos voando longe… 

 

por JJ Aquino

criado por djangos    15:17 — Arquivado em: Sem categoria
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