3/5/09
trilhas sonoras e curtas
sempre curti o trabalho que vangelis e giorgio moroder fizeram respectivamente para os filmes "blade runner" e "o expresso da meia noite", e fora as trilhas sonoras que eu fiz para os meus próprios pensamentos e que se podem escutar nas músicas que gravei e compus com os djangos, nunca havia pensado em fazer música nenhuma para curtas ou longas.
isso até eu conhecer maurício limeira, o co-fundador do coletivo filmantes. por coincidência fomos cooptados no mercado de trabalho pela mesma empresa. e não demorou muito para ele saber que eu tinha uma banda e para que eu soubesse que ele fazia curtas.
a partir daí, maurício me convidou para compor a trilha "eu não quero petelecos", que, àquela altura, já estava quase pronto.
eu não sabia por onde começar. mas teria para isso o auxílio dos meus velhos fruity loops e acid. quando comecei tinha em mente a música de abertura da pornochanchada "aluga-se moças" (sic), uma música meio triste que me remetia a tantas outras que eu havia escutado nos filmes dos trapalhões, principalmente aqueles com a direção de jb tanko. essa primeira música enfeitava a travessia de barca que o personagem rodrigo, interpretado pelo cláudio beserra, faz para a ilha de paquetá. a cena com rodrigo andando em meio a outros passageiros me lembrou muito ( e isso é totalmente subjetivo) "midnight cowboy", filme de john schlesinger, que aqui se chamou "perdidos na noite" (não confundir com o sensacional programa de fausto silva no século passado).
a partir daí entrei, como diria o autor de "inteligência emocional", daniel goleman, em fluxo. não conseguia mais parar de pensar nas músicas que poderiam fazer pano de fundo para outras cenas, lembrando, é claro, que elas deveriam uma coerência com as cenas e que não as ofuscassem. e nisso fiquei umas boas madrugadas tentando fechar os números que fizeram vir à tona minhas influências de dub, como se pode escutar na faixa de abertura.
você pode assistir o filme aqui, no site dos filmantes. confiram o resultado.
mas eu não imaginava que maurício me chamaria para participar atuando em seus curtas, e é bom frisar que não rolou o famoso teste do sofá, antes que comecem a especular.
sempre me achei canastrão. pior do que o ralph macchio, de karatê kid, então participar como o estudioso musical tom leopoldo, em "as cinzas do cara do nirvana", foi um pequeno desafio muito divertido. em breve, "as cinzas…", estará disponível no site dos filmantes. a trilha sonora também é minha.
ontem à tarde, estive em realengo, subúrbio do rio de janeiro, para fazer minha segunda participação como dublê de ator. dessa vez, eu era o sambista-caipira das antigas, gideon. dei meu depoimento sobre a figura de cândido, personagem-fictício, que causava a morte das pessoas, algumas delas nomes importantes (também fictícios) do samba da lapa antiga, com quem conversava ou para quem desse um simples aceno.
nisso vou me divertindo e fazendo novos amigos.
que venham mais. muito mais.
por marco homobono


criado por djangos
11:44 — Arquivado em: 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kero ver isso!!!!
bj + sucesso!
Q venha o Oscar!
Comentário por Sara Simões — 6 de maio de 2009 @ 1:28