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12/8/09

Tudo (ou quase tudo) sobre o clipe de “Operação São Jorge”

            Durante as gravações começamos a falar sobre qual seria a música de trabalho. Com o CD pronto a idéia de um clipe seria exorcizar o que foi feito na música "O futebol" do nosso primeiro CD Raiva contra Oba Oba, do qual sempre achei que merecíamos um clipe bacana, e para darmos um ponta pé na divulgação do novo cd.

              Tudo começou com um papo entre a produtora de vídeo Playmovie  e o nosso escritório. Fechado a parceria, a música escolhida foi a então "Operação São Jorge". Comecei, assim, a pensar num roteiro que não saísse do aspecto orçamentário. Na verdade o que escrevi foi o Story-line, que é uma espécie de idéia ou concepção de um clipe. Cheguei também a escrever algumas cenas, mas digo, logo, aqui que não sou roteirista e não tenho essa pretensão. A escrita veio de uma forma até lúdica. Imaginei algumas cenas, como seria a locação e etc. Lembro que naquele momento ainda não tínhamos diretor, até que surgiu o nome de um antigo amigo Gustavo Caldas que não só aceitou a empreitada como chamou o diretor de fotografia Antônio Penido. Logo depois marcamos reuniões com Gustavo para afinar as idéias para o dia da gravação, mas tínhamos um problema sério de som. Precisaríamos de algo potente e nesta hora pensei nos amigos e me veio na mente o faz tudo Fábio Ferreira que foi apelidado por Homobono de "Homem Efedrina". Fábio nas horas vagas é guitarrista do Mf3, engenheiro de som, luthier e nos ajudou emprestando o amplificador e as caixas de P.A de seu estúdio.  Ainda contamos com ajuda do Dj Gutz que nos emprestou microfones, mas que acabou não sendo usado nas filmagens.

              No dia anterior à gravação estive na locação junto com a produção da Playmovie para montar o equipamento e checar se tudo estava funcionando corretamente. Confesso que no dia da gravação estava apreensivo, pois sabia da importância e do envolvimento das pessoas que ali estavam trabalhando. Mesmo assim acabei me envolvendo muito com o clipe, mas tudo se torna fácil quanto se trabalha com profissionais. Lembro que cheguei às 8:30hs, e já se encontravam na locação o nosso produtor Alexandre Aquino, o diretor Gustavo Caldas e Antônio Penido, e saí às 20hs. Literalmente fui o último a sair da locação. Ainda tivemos uma segunda locação que foi realizada no estúdio Observatório de Ecos onde gravamos a parte do produtor do CD, Marcelo Yuka. Com a gravação finalizada chegamos, finalmente, na edição. O diretor Gustavo Caldas já tinha toda concepção em mente, mas o legal foi saber que meu e-mail com as idéias do clipe foram usadas. Percebi que Gustavo soube trabalhar e potencializar as idéias que chegavam até ele. Enfim, conseguimos fazer o melhor dentro das adversidades que encontramos, e vimos que o saldo foi positivo.               

        Os Djangos agradecem a toda equipe da produtora Playmovie, o diretor do clipe Gustavo Caldas, editora Clarisse Dworschak,  Fábio Ferreira, Jorge da Dr. Bass, René Dsouza, Antônio Penido, a Marcio Freaza, que esteve conosco na preparação um dia antes da gravação e a André Monteiro que ficou conosco parte da gravação pilotando uma das câmeras.

 

       por Jj Aquino

                                                                                                                                                               .

Assista o making of do clipe de

"Operação São Jorge"

aqui.

5/8/09

djangos em niterói - nitd - 7 de agosto


 

criado por djangos    12:08 — Arquivado em: djangos faz apresentação — Tags:, , ,

10/7/09

não espere nada do centro se a periferia está morta

 

criado por djangos    10:39 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , , ,

3/5/09

trilhas sonoras e curtas

o sambista gideon

sempre curti o trabalho que vangelis e giorgio moroder fizeram respectivamente para os filmes "blade runner" e "o expresso da meia noite", e fora as trilhas sonoras que eu fiz para os meus próprios pensamentos e que se podem escutar nas músicas que gravei e compus com os djangos, nunca havia pensado em fazer música nenhuma para curtas ou longas.

isso até eu conhecer maurício limeira, o co-fundador do coletivo filmantes. por coincidência fomos cooptados no mercado de trabalho pela mesma empresa. e não demorou muito para ele saber que eu tinha uma banda e para que eu soubesse que ele fazia curtas.

a partir daí, maurício me convidou para compor a trilha "eu não quero petelecos", que, àquela altura, já estava quase pronto.

eu não sabia por onde começar. mas teria para isso o auxílio dos meus velhos fruity loops e acid. quando comecei tinha em mente a música de abertura da pornochanchada "aluga-se moças" (sic), uma música meio triste que me remetia a tantas outras que eu havia escutado nos filmes dos trapalhões, principalmente aqueles com a direção de jb tanko. essa primeira música enfeitava a travessia de barca que o personagem rodrigo, interpretado pelo cláudio beserra, faz para a ilha de paquetá. a cena com rodrigo andando em meio a outros passageiros me lembrou muito ( e isso é totalmente subjetivo) "midnight cowboy", filme de john schlesinger que aqui se chamou "perdidos na noite" (não confundir com o sensacional programa de fausto silva no século passado). 

a partir daí entrei, como diria o autor de "inteligência emocional", daniel goleman, em fluxo. não conseguia mais parar de pensar nas músicas que poderiam fazer pano de fundo para outras cenas, lembrando, é claro, que elas deveriam uma coerência com as cenas e que não as ofuscassem. e nisso fiquei umas boas madrugadas tentando fechar os números que fizeram vir à tona minhas influências de dub, como se pode escutar na faixa de abertura.

você pode assistir o filme aqui, no site dos filmantes. confiram o resultado.

mas eu não imaginava que maurício me chamaria para participar atuando em seus curtas, e é bom frisar que não rolou o famoso teste do sofá, antes que comecem a especular.

sempre me achei canastrão. pior do que o ralph macchio, de karatê kid, então participar como o estudioso musical tom leopoldo, em "as cinzas do cara do nirvana", foi um pequeno desafio muito divertido. em breve, "as cinzas…", estará disponível no site dos filmantes. a trilha sonora também é minha.

ontem à tarde, estive em realengo, subúrbio do rio de janeiro, para fazer minha segunda participação como dublê de ator. dessa vez, eu era o sambista-caipira das antigas, gideon. dei meu depoimento sobre a figura de cândido, personagem-fictício, que causava a morte das pessoas, algumas delas nomes importantes (também fictícios) do samba da lapa antiga, com quem conversava ou para quem desse um simples aceno.

nisso vou me divertindo e fazendo novos amigos.

que venham mais. muito mais.

 

 

por marco homobono

criado por djangos    11:44 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , , ,

10/4/09

soundsystem ecumênica

um pequeno exerc�cio visual

há meses sem dar as caras por aqui, nenhum dos djangos encontrou-se inspirado para escrever nada que não fossem assinaturas em contratos de empréstimo consignado. meio que ocupados com as últimas providências relativas ao nosso novo disco, o blog ficou largado. mas chega de desculpas e vamos aos fatos. o disco se chama "mundodifusão" e seu lançamento está previsto para o fim de março.como já havíamos falado antes, a bolacha tem produção do nosso velho amigo, marcelo yuka, que nos ajudou a embalar a nosso gororoba sonora, uma mistura de tudo que a gente gosta como o reggae, ska, rock, música eletrÔnica, dub, punk, música romântica francesa… como diria o título da capa imaginária (que ilustra esse post) que dedé aka homobono bolou como punheta gráfica: uma soundsystem ecumênica. algumas pessoas também nos ajudaram a fazer esse disco, além do yuka, que cantou e tocou várias traquitanas. temos jomar schrank, que tocou vários teclados, guitarras e vozes. tivemos também lazão, baterista do cidade negra, famoso pelos toasts que canta em sua banda, mandando um com a gente em "imigrante ilegal". nosso amigo, joão xavi, rapper e cineasta da baixada fluminense, cantou conosco no skarockdub "cabra marcado". fizemos uma versão para "comportamento geral", de gonzaguinha e nada mais apropriado do que contar com sua filha, amora pêra, que integra as chicas, cantando conosco.

a arte da capa é de um outro velho amigo nosso de muito tempo, "raul mourão", que fez a capa do nosso primeiro disco, "raiva contra oba oba". em breve, também estaremos rodando o primeiro clipe extraído do disco, sob direção, em breve a se confirmar, de outro velho amigo.

quanto ao release, pensamos em alguém que viesse da blogosfera e que estivesse perto da gente, daí, que renato silva, a.k.a. otaner, do blog la cumbuca, escreveu o texto.

em breve, os primeiros show da turnê "mundodifusão" vão pipocar e vocês vão saber de tudo isso por aqui.

beleza???

grande abraço e até daqui a pouco.

djangos 2009
criado por djangos    0:00 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , , , , ,

20/10/08

Joe Strummer: The Future Is Unwritten

    Inquieto, raivoso, politizado, um visionário. Isso era Joe Strummer vocalista, guitarrista e front man de umas das maiores bandas de todos os tempos, o The Clash. O filme Joe Strummer: The Future Is Unwritten (Joe Strummer: o futuro está pra ser escrito) retrata o ego e os conflitos do artista com sua música, banda, amigos e seu passado. O ponto catártico foi o show do Sex Pistols, e fez com que o vocalista ficasse mais ligado no que estava acontecendo na cena musical de Londres. Foi quando recebeu a proposta de largar a banda The 101 e se juntar a uma outra que teria a essência do punk vigente. Começava ali o The Clash.
    O documentário retrata bem o artista e seus conflitos com sua música, sua atitude, o Clash, os amigos e a família. Tem depoimentos de pessoas que foram influenciadas por ele como Bono Vox, Martin Scorsese, Johnny Depp entre outros. Talvez os depoimentos mais fortes sejam de amigos que acompanharam a sua trajetória e que até foram renegados por ele, por não fazerem parte da cena punk.
    No final de sua vida tinha formado a banda, The Mescaleros, onde demonstrava que Stummer tinha resolvido conflitos em relação ao Clash e ao punk. Ponto alto do documentário foi a reunião de Strummer com Mick Jones, seu parceiro no Clash, num show beneficente tocando "I fought the law".
    Dizem que o filme passará nas telinhas de alguns cinemas pós-festival de cinema do Rio de Janeiro. Pra quem não viu é uma excelente chance de conhecer a trajetória de um dos grandes letristas do rock.

Joe Strummer (1952 – 2002)

por Jj Aquino.

criado por djangos    9:27 — Arquivado em: Sem categoria

30/9/08

eleições 2008

andré dahmer (www.malvados.com.br) proferiu no seu twitter:
"a melhor cobertura das eleições do rio é do chargista leonardo".
e lá fui eu ao http://rasuralivre.blogspot.com e me deparei com isso aqui:

muito bacana.
isso é só uma parte.
leonardo, que é chargista do extra, brinca com a horrorosa situação a que o nosso amado rio de janeiro chegou, de ter virado um curral eleitoral escancarado, e várias outras, como a que está estampada na primeira página do extra de hoje (30set2008).
são situações lamentáveis mas que acabam rendendo boas tiradas e boas tirinhas.
pena que no epicentro do terremoto ou no olho do furação, ninguém ria disso.

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    14:00 — Arquivado em: Sem categoria

2/9/08

Djangos no Elam por Leonardo Enzo

      Quando eu soube que os Djangos se apresentariam no Elam, pensei: “Esse eu não vou perder!” É bem certo que “Jacarepaguá é longe pra caramba” como os próprios cantam em uma de suas canções, mas não é de hoje que ouço falar dos shows memoráveis que esse trio já fez por lá! Pois bem, após uma breve “calibrada” no Castelo dos Vinhos (nota do editor: o estabelecimento não é endorser de nenhum integrante  da banda), lá estávamos, eu e dois amigos naquela noite chuvosa de sábado. O evento é um velho conhecido da cena carioca, se trata de uma escola de música onde o dono, Leandro Elam, abre as portas nos finais de semana para artistas independentes mostrarem os seus trabalhos. Uma bela iniciativa, sobretudo por que o ingresso é um quilo de alimento, revertido para instituições de caridade.
    Natural que as condições climáticas tenham afugentado um pouco o público, mas era notável que aquele número razoável de pessoas estavam bem atentas as bandas que sucessivamente se apresentavam. Sim! Ainda existem pessoas que saem de casa em noites assim em busca do novo!!
    Pouco depois das 11h chegou a hora mais esperada da noite! Nesse momento os rumores se fizeram valer, a aproximação das pessoas ao palco e o frisson anunciavam, os Djangos iriam começar! Corri no bar para mais uma cerveja, arrumei um lugar perto do palco e a essa altura o som já comia solto! Quem passasse na rua duvidaria que apenas três caras estivessem fazendo tamanha massa sonora! 

    “Djangos toots uh-la-lá” abre o show e dá as cartas! Um groove bem tramado nos dá a pista que nada ficaria inerte naquele lugar! Em plena forma os rapazes mostram  por que são tão estimados na cena carioca. Ainda sob os aplausos entusiasmados, sem dar tempo pra respirar, eles atacam de “Operação São Jorge”! Repleta de imagens e signos ela nos remete a um cotidiano tipicamente carioca em cores vivas!
    “O alvo”, “Imigrante ilegal” e “Sopa de Jornal” mantêm aceso um público que interage em todas as músicas.
    A essa altura a impressão que se tem é que o Djangos é um time grande, em final de campeonato, jogando em casa!!  E como bons anfitriões, eles partem pra cima!
     O riff anuncia: “Raiva contra o oba oba” atinge o ponto máximo do show. A faixa título do primeiro álbum da banda é cantada por todos! Sem se conter, Homobono, pula do palco e entranhado no meio do público faz do show um “happening”! No seu “playground” ele se diverte como um menino! E contagia como só os meninos são capazes! Naquele instante ele tem um reinado, e afinal de contas todo menino é, de fato, um rei!
    Nesse clima festivo, Marco arrisca o hino do tricolor carioca, prontamente boicotado pelo baixista Carlyle, rubro negro roxo! Inevitável foram as vaias que logo se confundiram com bagunça e aplausos. Os caras são assim, bem humorados, descontraídos, alegres, o que nem de longe quer dizer que estão de brincadeira.
     Djangos é ensolarado! É a cidade inquieta com a violência e acariciada pela fé, que se não chega a ser cega, ao menos caolha é!!  É a trilha de uma viagem num trem trepidante e ritmado onde no mesmo vagão estão socados o humor e a tragédia, o carnaval e a penitência, a cidade de Deus e a lei do cão, o repente e a guitarra, a gelada pra garganta e o quente pro santo, o sotaque nordestino, a pelada clássica na periferia, os fogos do subúrbio e o reggae da Jamaica, o ragga, o black, o punk, o rock e muito ska!
     O “Power” de um trio! Ufa, bem que eu disse que esse trêm estava lotado… A bordo dessa viagem musical pela janela vemos uma cidade cheia de montanhas, praias e contrastes, tão intensamente observada por esses rapazes da Zona Oeste. E por fim, no alto da alegoria sob trilhos, podemos vê-los! Três “surfistas” que fazem de suas vidas o palco! De suas verdades, música. E assim o show prossegue!
 

     Neil Young é revisitado em “Rock in the free world” no mesmo medley que os seus mestres do Paralamas são reverenciados com “Selvagem”. O anfitrião, Leandro Elam, é chamado ao palco para uma palha no teclado, o que dura exatamente uma música.  A saideira fica por conta de “Forrockers”, que guarda em si o estrondo e a crueza do nordeste num rock visceral. Estará no próximo trabalho dos caras, vale a pena conferir!
O bis é “Sossego” do Tim Maia, que encerra a festa, com ares de show.
Ovacionados eles se despedem. Se fosse “aquela final”, só restaria a volta olímpica…
     No backstage ainda pude cumprimentá-los e trocar breves palavras. Nos semblantes a satisfação e alegria do “dever cumprido”, quando percebi novamente o silêncio, notei que naquela noite teria a fiel companhia de um apito agudo soando em meus ouvidos. Fiel para todos os presentes, acredito!
     Saí do Elam crendo ter vivido naquela noite fria, o dia mais quente do ano! E que venham outras, afinal de contas, Jacarepaguá é logo ali.  

Leonardo Enzo, é o responsável pela guitarra sangüínea e pelos vocais ardorosos dos habitantes (na foto abaixo, ele aparece de camisa azul ao lado do baterista jefferson e do baixista vicentini). o cara se amarra em britpop, indie e na boa música em geral, além de colecionar vários filmes do quilate de taxi driver, de martin scorcese. muito obrigado, léo.


criado por djangos    13:15 — Arquivado em: Sem categoria

25/8/08

saudades de beijing???


o país exporta uma perigosa receita para relações trabalhistas, trato com o animal humano, resignação, esperança no futuro… isso sem falar no tibet.
bem, independente da "perfumaria" chinesa e da macumba asiática para turista ver, recebi da amiga vivian ribeiro (www.vivianribeiro.com), esse saite que traz várias fotos bacanas das olimpíadas de beijing, como essas acima.
a propósito, várias chapas com o animal humano.
boa viagem.
acesse em http://stuff.thdesign.be/forum/varia/OS.html

por dedé a.k.a. homobono

criado por djangos    17:47 — Arquivado em: Sem categoria

20/8/08

djangos no elam 23 de agosto

criado por djangos    22:36 — Arquivado em: Sem categoria
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